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quinta-feira, abril 07, 2011

quarta-feira, março 30, 2011

Podia ser sonambulismo

Hoje já é muito tarde.

Hoje, quando tenho todos os motivos para isso, não me apetece um cigarro.
Eu não gosto de cigarros. E não sei por que gostaria de ter fumado.
Há alturas em que pensar no cigarro enjoa-me.

Hoje não me apetece um cigarro.

Nem sei bem o que me apetece... Não sei o que me apetece hoje ou amanhã ou no dia a seguir. Nem queria ter de pensar nisso. E na verdade não é uma obrigação. Não TENHO de pensar no que me apetece amanhã. Mas dava jeito que soubesse o que fazer hoje, agora. Só para não ficar mergulhada... nisto.

Como é que eu conseguiria pensar no final da semana se não sei o que fazer com o dia de hoje? Sejamos mais rigorosos: com o agora.

Eu sei o que tenho de fazer. Sei quais são as obrigações que a minha vida actual me impõe. Mas... não me apetece.

E já não sei o que escrevo. São 3 da manhã e o único motivo por que estou aqui é porque não quero dormir. Não quero adormecer.

Mas estou cansada e dava jeito parar de pensar por uns momentos, se bem que não é o sono que me vai ajudar a conseguir isso.

Na verdade, estou muito bem. Só me apeteceu dar cá um salto por causa do copo de vinho.

segunda-feira, maio 31, 2010

sábado, janeiro 30, 2010

Fuck you!

Fuck you. Fuck you. Fuck you! Fuck you everyone. Fuck you! Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you.

sábado, maio 09, 2009

As pessoas não lidam muito bem com a ausência de modéstia. E preferem-na, mesmo que seja falsa modéstia. Não gostam de pessoas realistas. Como se o realismo fosse defeito, e devêssemos, para conveniência de todos, oscilar entre optimistas e pessimistas, para podermos ser os coitadinhos ou os idealistas. Agora realistas? Não... isso é demasiado... real. E as pessoas realistas são aborrecidas. As pessoas auto-conscientes. As pessoas auto-conscientes são aborrecidas. Pouco se lhes pode dizer sobre elas que elas já não saibam. E por isso não podemos dar numa de salvadores ou terapeutas porque os auto-conscientes, os realistas, já sabem o que lhes vamos dizer. E quando lhes dizemos algo que eles não conseguem aceitar, somos nós quem está errado porque eles sabem muito mais deles do que nós. Nós, pouco realistas, adoradores da falsa modéstia, nós sabemos-lhes pouco. Mas não é por isso que nos coibimos de dar palpites, fazer juízos, acusar e julgar. Porque nós, preguiçosos, que não nos damos ao trabalho de pensar em nós, julgamos que sabemos muita coisa e não queremos crer que existem pessoas realistas que por o serem, não são arrogantes, são só mais interessantes que nós, e irritamo-nos quando nos apercebemos inúteis, ainda que não tenhamos bem a certeza do que nos irrita nem que somos, de facto, inúteis.

08 Maio 2009

sexta-feira, maio 01, 2009

Vão todos p'ro caralho!

Como se o sofrimento fosse desculpa para sermos o que somos.


E será? Eu costumo acreditar que sim.

Se não acreditasse nisso, não podia acreditar que não existem más pessoas.

Mas se Deus nos criou, simples e ignorantes, como viemos nós ter aqui? Por que é o caminho do mal o primeiro a ser escolhido e só mais tarde o caminho do bem? Por que é que conforme evoluímos, vamos para o bem? Ou seja, por que partimos do mal?

Isto leva-me a crer que o mal é necessário. Seja lá o que o mal for.

É que também acredito que não há injustiça. Que tudo existe da forma como deveria existir. Que umas coisas impulsionam outras e vivemos todos numa grande roldana, aliás fazemos parte dela.

Assim sendo, o que é o mal?

Se não há injustiça, também não há justiça. O que me leva àquela velha questão da unidade e da dualidade. Estamos em direcção à unidade? Tal como partimos do mal para o bem, partimos da dualidade para a unidade?

Mas se não acredito em injustiça e portanto também não acredito em justiça, não haverá dualidade. A não haver dualidade, embora nos continue a parecer que sim, não será tudo isto uma ilusão?

Só não conseguimos ver o grande plano, não é? Como peixes dentro de água que não sabem que estão dentro de água nem o que ela é.

Não sei se sempre achei isto, mas a melhor perspectiva há de ser aquela em que conseguimos ver as coisas do “lado de fora”. Se formos peixes dentro de um aquário, como poderemos ver as coisas desse prisma?

E isto leva-me à, também velha, conclusão: somos apenas ser humanos. E embora pareça muito, é tão pouco.

Não é fatalismo, porque também acredito que não ficamos por aqui. De facto, eu não sou um ser humano, eu vou sendo um ser humano. Até ao dia, ao momento, à altura, em que não precise de o ser. Até à altura... Já não sei o que escrevo.

 

A verdade é que quando apanhamos com um vaso em cima, ficamos mais atentos, pensamos melhor, ficamos mais fortes. E por isso digo sem pudor que me apetece mandar alguém p’ro caralho. Porque ainda sou humana e ninguém sabe o que me vai cá dentro. Sendo ou não cliché esta frase, ninguém conhece as entranhas de ninguém e por isso não me venham com conclusões e definições e juízos. Vão pr’o caralho aqueles que julgam que me conhecem, aqueles que ousam opinar sobre a forma como penso a vida com a arrogância dos ignorantes. Vão pr’o caralho hoje porque hoje sou ainda mais humana porque apanhei com um vaso em cima e o meu ego dói. Vão pr’o caralho porque só vos mandando pr’o caralho é que me sinto melhor, só vos mandando pr’o caralho... Que os ignorantes não sabem e por isso não os podemos mandar pr’o caralho.

 

O que eu queria mesmo era escrever um livro.

E que o peito deixasse de doer para eu poder dormir.
15 Fevereiro 2009

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Desculpas

Tenho o mau hábito de desistir das coisas antes de tentar, antes de poder dizer que dei o que tinha, que fiz o que pude. Normalmente, não me permito chegar à etapa em que posso ter falhado, mesmo dando o meu máximo. Deixo-me ficar pelos degraus mais baixos para poder ter uma desculpa para não ter atingido o êxito. Quanto mais penso nisso, mais me apercebo que ajo sempre por precaução, fujo ao risco, ao perigo, à coragem. Sou uma vítima de mim mesma e sinto-me confortável nessa posição porque não dá trabalho. Será que não vou mais além com medo de não ser capaz? Será mesmo essa a minha estratégia? Guardar-me na crença de que sou melhor, de que consigo mais, mas que apenas não o demonstro porque não me esforço?

segunda-feira, julho 28, 2008

Diário

15 de Julho de 2008
Olá!
Aqui me apresento após uns bons meses de grandes turbilhões. Turbilhões de eventos, turbilhões de emoções, turbilhões de pensamentos.
Ainda não encontrei uma lógica na minha vida. Ainda não aprendi a viver a minha vida. Mas talvez seja exactamente essa a minha demanda. Vou vivendo... Não de forma muito planeada. Acho que aprendi que os cálculos não valem de nada. Não adianta fazer previsões, elaborar planos... pensar que o futuro será do jeito que o imaginamos. Nem o que nos é mais pessoal, mais íntimo conseguimos controlar. Não controlamos o que sentimos. O que sentimos não é assim tão nosso, como julgamos ser. O nosso controlo das coisas é ainda mais limitado do que pensamos.
É como se uma força independente nos embalasse, por fora e dentro, lançando a nossa carcaça e as nossas entranhas ao sabor de uma corrente que não conhecemos.
Gostava de não ser tão humana assim e de não ter esta necessidade insaciável de mimo.

Catarina

domingo, julho 06, 2008

16 Nov. 2007

Hoje escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Hoje não sei para quem escrevo, que há sempre alguém mesmo que não o saiba. Torno a escrever sem pensar. Sem planear, sem preparação, pressiono os meus dedos nas teclas (que já não posso dizer que pego na caneta porque não a há) e deixo que as palavras se formem à frente dos meus olhos. É belo, sabes? Falo contigo que talvez saiba quem és. Falo contigo porque afinal sei que me sabes. E falo contigo porque preciso mesmo muito de falar contigo. De extrair estas sensações por forma de desenhos em letras e dizer-te o que sinto cá dentro que varia como a noite e o dia. Por isso não me leves demasiado a sério, principalmente quando escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Sabes que sou uma pessoa que se arrepende com facilidade. Tu conheces-me um pouco, sabes que isso é característico em mim por causa disso que tu sabes que eu não tenho muito, essa coisa que há quem chame de auto-estima. Mas a verdade é que se por vezes consigo afirmar isso como uma verdade muito certa para mim, no momento em que o faço duvido de toda essa certeza. Não sei como me sinto a maior parte das vezes e no entanto gabo-me de conseguir escrever sentimentos, emoções seja. Hoje escrevo como quem lê um texto sem perceber o que leu e isto é tão ridículo que não consigo impedi-lo de tão ridículo que é. Que por ser tão ridículo sinto-me liberta e sinto que preciso desta estupidez toda. Não será bem estupidez, porque o ridículo e o estúpido não são bem a mesma coisa. De qualquer das formas isto não interessa, se é que interessa alguma das coisas que escrevo. Escrevo simplesmente porque a música que ouço me inspira para isso. E a inspiração não tem propriamente de criar bons textos, escrita bonita, leitura aprazível, sabes? A inspiração tem de criar bem-estar e neste momento doem-me as bochechas do sorriso que carrego nos lábios há tanto tempo. (acho que é uma óptima frase para terminar este texto.)

domingo, abril 20, 2008

Aturdimento

Há momentos depois que acordo em que me perco. Confundo-me entre o sonho e a realidade e não sei se acordo para a vida, se para a verdade de que já não sou mais.
Sinto-me eu mais todas as personagens que sonhei. Sinto a cama e todos os sítios que idealizei. Sinto sensações que não me pertencem, mas criei. Eu sou a autora e a criação. E não distingo uma e outra.
Vejo a sensação do volume das coisas. Sinto a confusão das vozes no silêncio do corpo. Não sinto o corpo. Sinto a vertigem da impotência. Eu não me pertenço. Sou arrastada.
Dura uns segundos. Não é muito. Depois devolvem-me à vida.

sábado, abril 05, 2008

I know by heart

Quando se gosta, cortar por causa de x, y, z e o abecedário todo, não mata a saudade.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

No perfect woman

Sei-o. Não quero ser a tua mulher perfeita. Não quero ser a tal. Porque não há pessoas ideais, há ideias de pessoas. E eu sou eu própria e não uma ideia tua. Não controlas o meu ser e por isso eu posso ser imprevisível. E não, não quero ser a tua ilusão porque não quero ser uma desilusão.

24 de Novembro de 2007

sábado, novembro 03, 2007

És o meu local errado


É como se estivesse agrafada a ti. Tu não sentes os agrafos, mas em mim eles doem que se fartam. Cada movimento teu para longe de mim rasga-me a pele. E tu não sabes que me desfaço.
Se páras a minha pele cicatriza. Se continuas nesses teus movimentos, a dor em mim é tão grande que deixo de sentir. Acomodo-me à dor, ela deixa de ser e eu julgo já não estar agrafada. Depois tu voltas a parar, e quando retomas esse teu rumo movimentado a minha pele cicatrizada rasga uma vez mais.
O meu desejo é ter os agrafos enferrujados, é tê-los demasiado velhos para se prenderem e a pele demasiado fraca para poder ser presa. É abandonar-me e esperar que rasgues a minha pele de uma só vez. Que eu ao teu lado não sou. Que eu ao teu lado não consigo. Preciso que dês todos os passos para longe de mim. Onde não te cheire, onde não te lembre. Porque tu és o meu local errado.


[imagem: SweetSerenity]

segunda-feira, setembro 10, 2007

terça-feira, setembro 04, 2007

Wondering

I try.
Do I?
Probably not.
But I want to!
Really?
I'm not sure.

"I just can't lay down and die"