quinta-feira, abril 07, 2011
quarta-feira, março 30, 2011
Podia ser sonambulismo
terça-feira, agosto 17, 2010
segunda-feira, maio 31, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
Fuck you!
domingo, outubro 25, 2009
sábado, maio 09, 2009
sexta-feira, maio 01, 2009
Vão todos p'ro caralho!
Como se o sofrimento fosse desculpa para sermos o que somos.
E será? Eu costumo acreditar que sim.
Se não acreditasse nisso, não podia acreditar que não existem más pessoas.
Mas se Deus nos criou, simples e ignorantes, como viemos nós ter aqui? Por que é o caminho do mal o primeiro a ser escolhido e só mais tarde o caminho do bem? Por que é que conforme evoluímos, vamos para o bem? Ou seja, por que partimos do mal?
Isto leva-me a crer que o mal é necessário. Seja lá o que o mal for.
É que também acredito que não há injustiça. Que tudo existe da forma como deveria existir. Que umas coisas impulsionam outras e vivemos todos numa grande roldana, aliás fazemos parte dela.
Assim sendo, o que é o mal?
Se não há injustiça, também não há justiça. O que me leva àquela velha questão da unidade e da dualidade. Estamos em direcção à unidade? Tal como partimos do mal para o bem, partimos da dualidade para a unidade?
Mas se não acredito em injustiça e portanto também não acredito em justiça, não haverá dualidade. A não haver dualidade, embora nos continue a parecer que sim, não será tudo isto uma ilusão?
Só não conseguimos ver o grande plano, não é? Como peixes dentro de água que não sabem que estão dentro de água nem o que ela é.
Não sei se sempre achei isto, mas a melhor perspectiva há de ser aquela em que conseguimos ver as coisas do “lado de fora”. Se formos peixes dentro de um aquário, como poderemos ver as coisas desse prisma?
E isto leva-me à, também velha, conclusão: somos apenas ser humanos. E embora pareça muito, é tão pouco.
Não é fatalismo, porque também acredito que não ficamos por aqui. De facto, eu não sou um ser humano, eu vou sendo um ser humano. Até ao dia, ao momento, à altura, em que não precise de o ser. Até à altura... Já não sei o que escrevo.
A verdade é que quando apanhamos com um vaso em cima, ficamos mais atentos, pensamos melhor, ficamos mais fortes. E por isso digo sem pudor que me apetece mandar alguém p’ro caralho. Porque ainda sou humana e ninguém sabe o que me vai cá dentro. Sendo ou não cliché esta frase, ninguém conhece as entranhas de ninguém e por isso não me venham com conclusões e definições e juízos. Vão pr’o caralho aqueles que julgam que me conhecem, aqueles que ousam opinar sobre a forma como penso a vida com a arrogância dos ignorantes. Vão pr’o caralho hoje porque hoje sou ainda mais humana porque apanhei com um vaso em cima e o meu ego dói. Vão pr’o caralho porque só vos mandando pr’o caralho é que me sinto melhor, só vos mandando pr’o caralho... Que os ignorantes não sabem e por isso não os podemos mandar pr’o caralho.
O que eu queria mesmo era escrever um livro.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Desculpas
segunda-feira, julho 28, 2008
Diário
Aqui me apresento após uns bons meses de grandes turbilhões. Turbilhões de eventos, turbilhões de emoções, turbilhões de pensamentos.
Ainda não encontrei uma lógica na minha vida. Ainda não aprendi a viver a minha vida. Mas talvez seja exactamente essa a minha demanda. Vou vivendo... Não de forma muito planeada. Acho que aprendi que os cálculos não valem de nada. Não adianta fazer previsões, elaborar planos... pensar que o futuro será do jeito que o imaginamos. Nem o que nos é mais pessoal, mais íntimo conseguimos controlar. Não controlamos o que sentimos. O que sentimos não é assim tão nosso, como julgamos ser. O nosso controlo das coisas é ainda mais limitado do que pensamos.
É como se uma força independente nos embalasse, por fora e dentro, lançando a nossa carcaça e as nossas entranhas ao sabor de uma corrente que não conhecemos.
Gostava de não ser tão humana assim e de não ter esta necessidade insaciável de mimo.
quarta-feira, julho 23, 2008
domingo, julho 06, 2008
16 Nov. 2007
Hoje escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Hoje não sei para quem escrevo, que há sempre alguém mesmo que não o saiba. Torno a escrever sem pensar. Sem planear, sem preparação, pressiono os meus dedos nas teclas (que já não posso dizer que pego na caneta porque não a há) e deixo que as palavras se formem à frente dos meus olhos. É belo, sabes? Falo contigo que talvez saiba quem és. Falo contigo porque afinal sei que me sabes. E falo contigo porque preciso mesmo muito de falar contigo. De extrair estas sensações por forma de desenhos em letras e dizer-te o que sinto cá dentro que varia como a noite e o dia. Por isso não me leves demasiado a sério, principalmente quando escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Sabes que sou uma pessoa que se arrepende com facilidade. Tu conheces-me um pouco, sabes que isso é característico em mim por causa disso que tu sabes que eu não tenho muito, essa coisa que há quem chame de auto-estima. Mas a verdade é que se por vezes consigo afirmar isso como uma verdade muito certa para mim, no momento em que o faço duvido de toda essa certeza. Não sei como me sinto a maior parte das vezes e no entanto gabo-me de conseguir escrever sentimentos, emoções seja. Hoje escrevo como quem lê um texto sem perceber o que leu e isto é tão ridículo que não consigo impedi-lo de tão ridículo que é. Que por ser tão ridículo sinto-me liberta e sinto que preciso desta estupidez toda. Não será bem estupidez, porque o ridículo e o estúpido não são bem a mesma coisa. De qualquer das formas isto não interessa, se é que interessa alguma das coisas que escrevo. Escrevo simplesmente porque a música que ouço me inspira para isso. E a inspiração não tem propriamente de criar bons textos, escrita bonita, leitura aprazível, sabes? A inspiração tem de criar bem-estar e neste momento doem-me as bochechas do sorriso que carrego nos lábios há tanto tempo. (acho que é uma óptima frase para terminar este texto.)
domingo, abril 20, 2008
Aturdimento
Sinto-me eu mais todas as personagens que sonhei. Sinto a cama e todos os sítios que idealizei. Sinto sensações que não me pertencem, mas criei. Eu sou a autora e a criação. E não distingo uma e outra.
Vejo a sensação do volume das coisas. Sinto a confusão das vozes no silêncio do corpo. Não sinto o corpo. Sinto a vertigem da impotência. Eu não me pertenço. Sou arrastada.
Dura uns segundos. Não é muito. Depois devolvem-me à vida.
sábado, abril 05, 2008
I know by heart
terça-feira, fevereiro 19, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
No perfect woman
Sei-o. Não quero ser a tua mulher perfeita. Não quero ser a tal. Porque não há pessoas ideais, há ideias de pessoas. E eu sou eu própria e não uma ideia tua. Não controlas o meu ser e por isso eu posso ser imprevisível. E não, não quero ser a tua ilusão porque não quero ser uma desilusão.
24 de Novembro de 2007
segunda-feira, dezembro 24, 2007
sábado, novembro 03, 2007
És o meu local errado

Se páras a minha pele cicatriza. Se continuas nesses teus movimentos, a dor em mim é tão grande que deixo de sentir. Acomodo-me à dor, ela deixa de ser e eu julgo já não estar agrafada. Depois tu voltas a parar, e quando retomas esse teu rumo movimentado a minha pele cicatrizada rasga uma vez mais.
O meu desejo é ter os agrafos enferrujados, é tê-los demasiado velhos para se prenderem e a pele demasiado fraca para poder ser presa. É abandonar-me e esperar que rasgues a minha pele de uma só vez. Que eu ao teu lado não sou. Que eu ao teu lado não consigo. Preciso que dês todos os passos para longe de mim. Onde não te cheire, onde não te lembre. Porque tu és o meu local errado.
[imagem: SweetSerenity]