terça-feira, janeiro 16, 2007

Tudo o que faço ou medito...

Um poema...
daqueles que memorizamos de tantas vezes o lermos
daqueles em que choramos ao ler o primeiro verso.

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa

9 comentários:

Unknown disse...

Pessoa...

Acho que já voncersámos pessoalmente sobre a tua interpretação actual para o poema, e sabes a minha opinião :)

Anónimo disse...

O eterno Pessoa...

Perséfone disse...

oui oui amélie c'est tres magique!

:D

psychotic disse...

"voncersámos"?
Lol! How funny! =D


Estou abismado pela qualidade do teu comment. Um MUITO obrigado! =) Comentá-lo-ei posteriormente.

Confesso que vim cá ver o que tinhas escrito no dia anterior ao meu post, mas pelos vistos essa tua escrita foi exclusivamente pessoal.

psychotic disse...

By the way: Fernando Pessoa: personalidade em quem votarei: os 10 maiores portugueses.

Anónimo disse...

Um dos poemas mais bonitos do meu manual do ano passado. ao ler vez-me recuar no tempo, sentada na aula enqunato a profe dava gramatica ou intrepertava um poema e eu a ler todos os poemas e a "escolher" quais os que mais gostava. Apesar de azar que havia algum nele que não batia la mt bem (lol) alguns dos seus poemas são perfeitos.

Anónimo disse...

O raio do poema é magnífico, pois...
...

:S

:*

Synne Soprana disse...

Fernando Pessoa...

É (e será sempre, arrisco) o melhor poeta português...

s disse...

one of my favourites, for sure