quarta-feira, junho 15, 2005

A espera

Uma camisola colorida
Umas calças confortáveis
Dois pés de meias frios
Uma mão quente outra fria
Olhos cansados expectantes

Os óculos repousam no nariz
A boca fina mais pequena ainda
Bochechas trincadas por dentro
Movimentos parados

Uma música vibrante
No coração a bater
Um peito que sobe e desce
Acompanhado da barriga
As pernas cruzadas
E os ombros caídos

Olhos abertos caminhantes
Dedos separados impacientando
Movimentos de silêncio
Parados na espera de escrever

2 comentários:

Der Überlebende disse...

Olha, a serenidade docinha tá com sono hoje!

Achei muito engraçado este teu pequeno poema, realmente nada nos faz reparar mais nos promenores do que a (aparente) falta de inspiração para escrever!

Olha à tua volta, descentra-te do teu corpo e da tua individualidade e de certeza vais descobrir algo absurdo ou intrigante embrulhado em aparente normalidade. Dá-lhe vida e transforma a situação numa cascata de caracteres
beijinhos

D.U.

PS: hey, fico à espera da tua versão do DBI hehehe... ;)

Miguel disse...

felizmente passou a espera, e conseguiste escrever. sabe bem, n sabe? gostei da descrição ao promenor, e muito bem feita :]

beijinhos