Que às vezes o melhor a fazer é mesmo isso.
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sábado, outubro 09, 2010
terça-feira, janeiro 29, 2008
Next!
Acabei de ler "Um Beijo da Alma" de Shay Youngblood. Comecei a lê-lo relativamente há pouco tempo. E tendo em conta que tenho encostado os últimos livros que tentei ler quando chego ao terceiro capítulo, fiquei extasiada por ter conseguido ler um livro inteiro e em tão pouco tempo (não sei quanto mas para o que é costume fico orgulhosa).
Não vos vou falar do livro que li se é com isso que contam. O que eu quero dizer é que com tal entusiasmo penso ter começado a recuperar o meu ritmo de leitura. O meu... o que penso ser o meu ritmo que quando era criança é que lia bastante, depois não sei o que se passou nesta minha jornada que deixei ficar os livros nas prateleiras.
Não quero criar expectativas. Da última vez que julguei ter apanhado esse ritmo tão desejado vi a minha lista de livros por ler ficar igual com o passar dos meses. Assim, vou lendo enquanto ler for a minha vontade.
Caminho a passo acelerado, como sempre, da cozinha para a sala em direcção ao meu quarto. Detenho-me antes do corredor e vou antes à biblioteca cá de casa. Acendo umas quantas luzes para uma boa visibilidade, sento-me no chão e procuro um novo livro. Outro conjunto de folhas envolto numa capa que me permita continuar o meu ritmo, que me cative os sentidos num mundo que não é o meu e o é ao mesmo tempo. Continuo envolta naquela sensação tão boa que é a de vir deliciada de um mundo de palavras de outra pessoa que é tão nosso. E por isso sinto-me tão determinada e motivada a começar a descobrir novas personagens, novos mundos, novas palavras.
Começo por ler os títulos das lombadas. Aqueles que prendem a atenção são retirados das prateleiras e guardados, por momentos, na minha mão. Continuo a ler algumas lombadas e decido-me a ler o resumo do que já escolhi. Um romance policial. O título, curiosamente, o nick de alguém que pensei conhecer. Parece-me bem. Nunca satisfeita com uma primeira escolha sem saber o que mais pode haver, continuo a descobrir mais alguns. Margarida Rebelo Pinto. Autora muito falada. Autora que muito publica. "Nunca li nada dela". Ainda com "Postmortem" de Patricia D. Cornwell na mão, retiro do seu aconchego "Não Há Coincidências". O resumo parece-me interessante. Guardo o outro. Pego em mais um com o segundo a substituir o lugar do primeiro na minha mão. "Sei lá". O resumo não me cativa tanto, pelo menos naquele momento. Há mais um que não peguei porque não gostei do título, mas é o único que resta dela, e já agora. "Alma de Pássaro". Nas costas uma imagem do rosto da autora preenche todo o espaço. O resumo está numa dobra da parte da frente da capa.
Apaixono-me pelas poucas palavras que o resumo deixa revelar do livro. Há tanto ali que quero saber. Há tanta coisa que me bate na pele, nos olhos, no coração. Há uma certeza de aquele livro tem de ser lido agora, nesta altura.
É que há coisas que aparecem no momento certo. Um olhar mais atento e somos capazes de as identificar. E eu pisco-vos o olho e deixo as palavras que me cativaram.
Não vos vou falar do livro que li se é com isso que contam. O que eu quero dizer é que com tal entusiasmo penso ter começado a recuperar o meu ritmo de leitura. O meu... o que penso ser o meu ritmo que quando era criança é que lia bastante, depois não sei o que se passou nesta minha jornada que deixei ficar os livros nas prateleiras.
Não quero criar expectativas. Da última vez que julguei ter apanhado esse ritmo tão desejado vi a minha lista de livros por ler ficar igual com o passar dos meses. Assim, vou lendo enquanto ler for a minha vontade.
Caminho a passo acelerado, como sempre, da cozinha para a sala em direcção ao meu quarto. Detenho-me antes do corredor e vou antes à biblioteca cá de casa. Acendo umas quantas luzes para uma boa visibilidade, sento-me no chão e procuro um novo livro. Outro conjunto de folhas envolto numa capa que me permita continuar o meu ritmo, que me cative os sentidos num mundo que não é o meu e o é ao mesmo tempo. Continuo envolta naquela sensação tão boa que é a de vir deliciada de um mundo de palavras de outra pessoa que é tão nosso. E por isso sinto-me tão determinada e motivada a começar a descobrir novas personagens, novos mundos, novas palavras.
Começo por ler os títulos das lombadas. Aqueles que prendem a atenção são retirados das prateleiras e guardados, por momentos, na minha mão. Continuo a ler algumas lombadas e decido-me a ler o resumo do que já escolhi. Um romance policial. O título, curiosamente, o nick de alguém que pensei conhecer. Parece-me bem. Nunca satisfeita com uma primeira escolha sem saber o que mais pode haver, continuo a descobrir mais alguns. Margarida Rebelo Pinto. Autora muito falada. Autora que muito publica. "Nunca li nada dela". Ainda com "Postmortem" de Patricia D. Cornwell na mão, retiro do seu aconchego "Não Há Coincidências". O resumo parece-me interessante. Guardo o outro. Pego em mais um com o segundo a substituir o lugar do primeiro na minha mão. "Sei lá". O resumo não me cativa tanto, pelo menos naquele momento. Há mais um que não peguei porque não gostei do título, mas é o único que resta dela, e já agora. "Alma de Pássaro". Nas costas uma imagem do rosto da autora preenche todo o espaço. O resumo está numa dobra da parte da frente da capa.
Apaixono-me pelas poucas palavras que o resumo deixa revelar do livro. Há tanto ali que quero saber. Há tanta coisa que me bate na pele, nos olhos, no coração. Há uma certeza de aquele livro tem de ser lido agora, nesta altura.
É que há coisas que aparecem no momento certo. Um olhar mais atento e somos capazes de as identificar. E eu pisco-vos o olho e deixo as palavras que me cativaram.
"Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza de que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo, estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti, te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Helàs.
Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que, um dia, decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre."
Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que, um dia, decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre."
quarta-feira, agosto 22, 2007
sábado, abril 21, 2007
(cont.)
Alguma vez sentem que os vossos títulos são melhores que os vossos textos? Hoje pensei que ia escrever um texto, começando pelo título pela primeira vez. Não consegui. O pensamento fugiu para outro tema. E há necessidade em controlá-lo, contudo há também uma força gritante para o deixar fluir.
Necessidade de encontrar um tema que me faça escrever, escrever, escrever...
Necessidade de encontrar um tema que me faça escrever, escrever, escrever...
sábado, setembro 23, 2006
(alguns) Mecanismos de defesa do ego
(de acordo com a teoria psicanalítica)
Mecanismos de defesa do ego: estratégias inconscientes que a pessoa usa para reduzir a tensão e a ansiedade, fruto dos conflitos entre o id, o ego e o superego. São mecanismos que visam evitar a angústia resultante dos conflitos intrapsíquicos.
- Recalcamento - pelo recalcamento, o sujeito envia para o id as pulsões, desejos e sentimentos que não pode admitir no seu ego. Os conteúdos recalcados, apesar de inconscientes, continuam actuantes e tendem a reaparecer de forma disfarçada (sonhos, actos falhados, lapsos de linguagem...).
- Regressão - pela regressão, o sujeito adopta modos de pensar, atitudes e comoprtamentos característicos de uma fase de desenvolvimento anterior. Frente a uma frustração ou incapacidade de resolver problemas, a criança ou adulto regridem, procurando a protecção de épocas passadas. Assim, o nascimento de uma irmão pode levar uma criança a fazer chichi na cama (eunerese) ou um adulto, face a problemas, pode fugir à realidade refugiando-se em atitudes infantis (dependência excessiva, choro, chantagem...).
- Racionalização - pela racionalização ou intelectualização, o sujeito, ocultando a si próprio e aos outros as verdadeiras razões, justifica racionalmente o seu comportamento, retirando assim os aspectos emocionais de uma situação geradora de angústia e de stress. Deste modo, com justificações racionais tenta explicar-se de forma "aceitável" porque se bateu no irmão, se faltou ao exame médico, se mentiu ao marido ou à mulher, etc.
- Projecção - pela projecção, o sujeito atribui aos outros (à sociedade, a pessoas, a objectos) desejos, ideias, características que não consegue admitir em si próprio. São reflexos desde processo, frases como Fulano detesta-me; aquele indivíduo não suporta críticas; a sociedade não tem ideais solidários; a boneca é má..., quando é a pessoa que as profere que tem esses sentimentos.
- Deslocamento - pelo deslocamento, o sujeito transfere pulsões e emoções do seu objecto natural, mas "perigoso", para um objecto substitutivo, mudando assim o objecto que satisfaz a pulsão. Exemplos: o funcionário que sofre de conflitos no emprego e é agressivo ao chegar a casa; a criança que desloca a cólera sentida pelos pais para a boneca
- Formação reactiva - pela formação reactiva ou inversão dos aspectos, o sujeito "resolve" o conflito entre os valores e as tendências consideradas inaceitáveis, apresentando comportamentos opostos às pulsões. Assim, uma pessoa pode ser demasiado amável e atenta com alguém que odeia; um sujeito afasta-se de quem gosta; manifesta uma excessiva caridade para esconder um sadismo latente; uma pessoa submissa e dócil pode esconder um dominador violento.
- Sublimação - pela sublimação, o sujeito substitui o fim ou o objecto das pulsões de modo que estas se possam manisfestar em modalidades socialmente aceites. A eficácia do processo de sublimação implica que o objecto de substituição satisfaça o sujeito de forma real ou simbólica. Frequentemente, a sublimação faz-se através de psubstituições com valor moral e social elevado. Exemplos: um pirómano pode ingressar num corpo de bombeiros, modificando as suas relações com o fogo, agora utilizadas de forma socialmente reconhecida; o amor platónico pode esconder desejos considerados inaceitáveis pelo sujeito. A arte tem sido estudada como uma área que permite sublimações.
Fonte: Psicologia 12º ano (2ª parte), Manuela Monteiro e Milice Ribeiro dos Santos, Porto Editora (www.portoeditora.pt)
Decidi deixar-vos com este excerto, um pouco comprido, porque é realmente fascinante como podemos ver algumas pessoas aí retratadas.
E também para vos anunciar que entrei em Psicologia na Universidade do Minho e que estou muito contente com isso. Era o que eu queria e espero gostar muito do curso, apesar de já ter visto que tenho algumas cadeiras que não têm nada a ver com uma aluna que saiu de Humanidades (como é o caso de Fundamentos Matemáticos da Psicologia O.o).
Uma vez que esta semana, que começa já amanhã, é a semana de eu me mudar para Braga porque já começam as "actividades" e depois as aulas, penso que não vai haver possibilidade de eu actualizar o blog durante a semana, pelo que se o fizer, será exclusivamente ao fim-de-semana. Deixo, desde já, o meu aviso :)
P.S. Podem usar do vosso direito de não ler isto tudo! :p
Decidi deixar-vos com este excerto, um pouco comprido, porque é realmente fascinante como podemos ver algumas pessoas aí retratadas.
E também para vos anunciar que entrei em Psicologia na Universidade do Minho e que estou muito contente com isso. Era o que eu queria e espero gostar muito do curso, apesar de já ter visto que tenho algumas cadeiras que não têm nada a ver com uma aluna que saiu de Humanidades (como é o caso de Fundamentos Matemáticos da Psicologia O.o).
Uma vez que esta semana, que começa já amanhã, é a semana de eu me mudar para Braga porque já começam as "actividades" e depois as aulas, penso que não vai haver possibilidade de eu actualizar o blog durante a semana, pelo que se o fizer, será exclusivamente ao fim-de-semana. Deixo, desde já, o meu aviso :)
P.S. Podem usar do vosso direito de não ler isto tudo! :p
sábado, setembro 02, 2006
Devaneios patetas
habituei-me ao cheiro da cebola nas mãos
já espremi limão entre os dedos e tentei eliminar o cheiro
confesso que não o fiz com muita convicção
de modo que o cheiro permaneceu
por isso habituei-me
julgo que até sinto um certo gozo em cheirar este aroma ácido
doentio? ridículo? não sei
julgo que a habituação nos leva a estas atitudes
habituação que poderá ter como sinónimos conformismo e preguiça
é isto que me move
ou melhor dizendo que não me move
01.09.06
[Não ia publicar esta patetice, mas como não havia nada mais que me incentivasse a uma actualização ao blog, cá ficou este pedaço de escrita, graças à insistência do colega blogger Rock rola em Barcelos que pergunta sempre por novidades :)
Em relação às actualizações ao blog, não sei se repararam que adicionei as "Leituras Recentes" (novamente). Estejam à vontade para comentar, tanto a patetice como o livro, se por acaso já o leram; eu vou a caminho de o finalizar (ainda falta...).]
já espremi limão entre os dedos e tentei eliminar o cheiro
confesso que não o fiz com muita convicção
de modo que o cheiro permaneceu
por isso habituei-me
julgo que até sinto um certo gozo em cheirar este aroma ácido
doentio? ridículo? não sei
julgo que a habituação nos leva a estas atitudes
habituação que poderá ter como sinónimos conformismo e preguiça
é isto que me move
ou melhor dizendo que não me move
01.09.06
[Não ia publicar esta patetice, mas como não havia nada mais que me incentivasse a uma actualização ao blog, cá ficou este pedaço de escrita, graças à insistência do colega blogger Rock rola em Barcelos que pergunta sempre por novidades :)
Em relação às actualizações ao blog, não sei se repararam que adicionei as "Leituras Recentes" (novamente). Estejam à vontade para comentar, tanto a patetice como o livro, se por acaso já o leram; eu vou a caminho de o finalizar (ainda falta...).]
quarta-feira, julho 26, 2006
Soneto a Antero de Quental
Antero de Quental, o sonetista,
Obrigou-se às regras do soneto,
Compondo sempre e mais um quarteto
Tal filósofo e idealista
Que avança em busca da Razão,
Sobrepondo-se às dificuldades,
Confiando nas suas faculdades,
Intentando chegar à perfeição
Conseguindo por essa forma clássica,
Aliando inspiração fantástica
A um talento que lhe foi inato,
Disciplinar a personalidade
Que ficará na perpetuidade
Memorizada em cada soneto
Construído a 24.10.05, a 03.11.05 e a 08.11.05.
[Tentativa... Sugestão da professora de Português A que o corrigiu.
Muitas falhas na estrutura do soneto.
E a meu ver, pouco conteúdo.
Mas afinal de contas, foi o meu primeiro.]
Obrigou-se às regras do soneto,
Compondo sempre e mais um quarteto
Tal filósofo e idealista
Que avança em busca da Razão,
Sobrepondo-se às dificuldades,
Confiando nas suas faculdades,
Intentando chegar à perfeição
Conseguindo por essa forma clássica,
Aliando inspiração fantástica
A um talento que lhe foi inato,
Disciplinar a personalidade
Que ficará na perpetuidade
Memorizada em cada soneto
Construído a 24.10.05, a 03.11.05 e a 08.11.05.
[Tentativa... Sugestão da professora de Português A que o corrigiu.
Muitas falhas na estrutura do soneto.
E a meu ver, pouco conteúdo.
Mas afinal de contas, foi o meu primeiro.]
sexta-feira, maio 05, 2006
Teatro
Regressei. Não definitivamente porque ainda não tenho internet em casa, pelo que, neste momento, me encontro na biblioteca da escola. Fiquei tocada pelos vossos comentários. São todos muito queridos e é bom saber que apesar da pasmaceira deste blog continuam a visitar-me. E, por isso, vos agradeço.
Este é o único texto completo que escrevi nos últimos meses e que é mais que um aglomerado de frases. É um texto que nasceu da vontade de cumprir um pedido da professora da aula de Oficina de Expressão Dramática que nos convidou a encarnar uma personalidade conhecida e a escrever por ela uma definição de teatro e, afinal, serviu também de pretexto para me lançar nas malhas da escrita, novamente.
Queridos irmãos galácticos!
Durante e após 13 anos de infiltração neste vosso planeta Terra percebi e conclui, com certeza, que o teatro é um método importantíssimo no processo de socialização entre vós.
Como seres sociais que sois, demonstrais uma grande necessidade de vos integrardes em grupos e de não vos sentirdes excluídos, pelo que fazeis uso de várias artimanhas, de modo a serdes bem sucedidos nesse vosso propósito. Por isso, representais. Representais das mais variadas formas sem nunca perderdes, no entanto, a identidade que vos torna diferentes e únicos. Encarnais as mais variadas personagens e o que me causa maior espanto é nem vos aperceberdes que o fazeis. Por isso, sois o filho ou a filha quando estais com os pais, sois o trabalhador ou o aluno para os colegas e o trabalhador ou o aluno para o patrão ou para o professor, sois alguém em grupo, sois alguém em privado com outra pessoa e sois ainda outra pessoa quando estais sozinhos.
Como vedes, sem o teatro a vossa vida perderia o significado, vós perderíeis a vossa identidade e perderíeis a noção dos outros e do vosso papel para com os outros. Como vedes, o teatro não é a mentira, é a capacidade de poderdes ser outros, é a capacidade de vos camuflardes a vosso bel-prazer sem , no entanto, deixardes de ser quem sois, ainda que não saibais quem verdadeiramente sois. Podeis dizer que as personagens que representais escondem o vosso verdadeiro "eu", mas também podeis dizer que as personagens que representais constroem o vosso verdadeiro "eu"e fazem de vós o que verdadeiramente sois: actores do mais íntimo da vida que existe em vós.
28 de Abril de 2006
Este é o único texto completo que escrevi nos últimos meses e que é mais que um aglomerado de frases. É um texto que nasceu da vontade de cumprir um pedido da professora da aula de Oficina de Expressão Dramática que nos convidou a encarnar uma personalidade conhecida e a escrever por ela uma definição de teatro e, afinal, serviu também de pretexto para me lançar nas malhas da escrita, novamente.
Uma cidade de um país de um continente, do dia X do mês Y do ano Z
Queridos irmãos galácticos!
Durante e após 13 anos de infiltração neste vosso planeta Terra percebi e conclui, com certeza, que o teatro é um método importantíssimo no processo de socialização entre vós.
Como seres sociais que sois, demonstrais uma grande necessidade de vos integrardes em grupos e de não vos sentirdes excluídos, pelo que fazeis uso de várias artimanhas, de modo a serdes bem sucedidos nesse vosso propósito. Por isso, representais. Representais das mais variadas formas sem nunca perderdes, no entanto, a identidade que vos torna diferentes e únicos. Encarnais as mais variadas personagens e o que me causa maior espanto é nem vos aperceberdes que o fazeis. Por isso, sois o filho ou a filha quando estais com os pais, sois o trabalhador ou o aluno para os colegas e o trabalhador ou o aluno para o patrão ou para o professor, sois alguém em grupo, sois alguém em privado com outra pessoa e sois ainda outra pessoa quando estais sozinhos.
Como vedes, sem o teatro a vossa vida perderia o significado, vós perderíeis a vossa identidade e perderíeis a noção dos outros e do vosso papel para com os outros. Como vedes, o teatro não é a mentira, é a capacidade de poderdes ser outros, é a capacidade de vos camuflardes a vosso bel-prazer sem , no entanto, deixardes de ser quem sois, ainda que não saibais quem verdadeiramente sois. Podeis dizer que as personagens que representais escondem o vosso verdadeiro "eu", mas também podeis dizer que as personagens que representais constroem o vosso verdadeiro "eu"e fazem de vós o que verdadeiramente sois: actores do mais íntimo da vida que existe em vós.
Respeitosamente,
o Extra-Terrestre
28 de Abril de 2006
sexta-feira, novembro 25, 2005
Leituras
Todo este tempo que fiquei sem escrever, foi o tempo necessário para me aperceber que precisava de voltar a ler.
"Fédon" de Platão (aula de filosofia)
"Os Mais" de Eça de Queiroz (aula de português)
"Onze Minutos" de Paulo Coelho (acabei de o ler hoje)
"Inês de Castro" de María Pilar Queralt Del Hierro (é o livro que se segue)
"Fédon" de Platão (aula de filosofia)
"Os Mais" de Eça de Queiroz (aula de português)
"Onze Minutos" de Paulo Coelho (acabei de o ler hoje)
"Inês de Castro" de María Pilar Queralt Del Hierro (é o livro que se segue)
quarta-feira, outubro 26, 2005
Pedro e Ana

Não há luz no início da cena. Uma personagem masculina está sentada, numa cama, virada para a parede com as mãos na cabeça e com um ar de tristeza. Começa-se a aproximar em direcção à cama uma personagem feminina. Duas luzes focam-se sobre ambas as personagens.
Ana: Pedro?... (tom de voz baixo que denota receio)
A personagem feminina, Ana, hesita e pára a meio caminho. Silêncio. Ana reaproxima-se e deixa-se pousar ao de leve na cama apoiada nos joelhos. A personagem masculina, Pedro, permanece imóvel.
Ana: Eu sei que não me queres por perto neste momento e muito menos ouvir-me… mas eu não posso partir sem te dizer algumas das coisas que tenho entaladas na garganta. (pausa) Quero que compreendas que é uma oportunidade única e que… e que é praticamente irrecusável! Nunca na vida teria algo tão maravilhoso aparecer assim diante de mim. Tens de compreender que eu também fiquei numa situação demasiado delicada. (pausa) É o sonho da minha vida! Não o posso perder assim sem mais nem menos! (silêncio na vã espera de receber algumas palavras do receptor) Também compreendo que estejas, assim, nesse estado. Mas gostava imenso que me dissesses alguma coisa. (pausa) Pelo menos olha para mim!
Pedro vira-se repentinamente e olha-a intensamente. Ana retribui o olhar e ficam uns longos minutos naquele olhar silencioso.
Ana: Pedro, também não é nada fácil para mim…
Pedro encosta um dedo aos lábios de Ana num gesto silenciador.
Pedro: Não digas mais nada. Era inevitável. (tom de certeza)
Silêncio. Ana tem um impulso de quem vai falar, mas Pedro interrompe-a e continua.
Pedro: A dança é o teu sonho, sim, eu sei. Não podias perder esta oportunidade, sim, eu também sei. Nós… (o discurso que se segue denota grande incerteza) nós fomos um acaso; nunca planeamos nada; foi tudo uma incerteza; não havia nenhum ponto nos “is”. Eu para ti sou exactamente o “sem mais nem menos” e pelo qual não podes desistir desta oportunidade. (pausa) Passámos um longo tempo juntos, mas nunca chegou a ser nada sério, certo? (a expressão de Ana, neste momento, torna-se drasticamente triste) Eu sei que esta não é uma situação fácil, mas não há necessidade de dramatizá-la, não é? Segue o teu coração, segue o teu sonho. Tu foste feita para a dança. E eu… eu hei-de continuar com o curso de arquitectura.
Silêncio prolongado. O ambiente torna-se, extremamente denso.
Ana: Se tu realmente pensas assim, fico aliviada por saber que compreendeste. E sim, nasci para a dança. (pausa) Faz-me um favor…
Pedro assente.
Ana: Fica com as sabrinas que deixei cá.
Dão um beijo apaixonadamente triste. Ana levanta-se, sem olhar Pedro, pega na mochila que anteriormente pousara no chão e dirige-se à porta. Pedro tem o olhar fixo no chão. Silêncio pesado. Ainda antes de sair, Ana vira-se para Pedro.
Ana: Nunca foste o “sem mais nem menos”.
Ana sai e Pedro fica a olhar a porta, triste.
23 de Outubro de 2005
Esta foi uma tentativa de um texto dramático que fiz para a aula de teatro, mas como se vê, "saiu" assim, muito fraquinho. Já não escrevo (mesmo) há bastante tempo e o pouco que tenho escrito tem sido assim, fraco. Os pseudo-dotes talvez se estejam a evaporar... Nada dura para sempre, enfim. De qualquer das maneiras quero e gosto muito de ler os vossos comentários aos teus textos que cá ponho :)
P.S. Não sei o autor desta imagem :/
terça-feira, outubro 18, 2005
Poema
Já lhe falei
Mas não compreendeu
Repeti, expliquei
Mas não percebeu
Não sei o que fazer
Não sei o que dizer
Mas insistiu em saber
E eu mais palavras não sabia
Para lhe poder dizer
O que não percebia
A pequena era persistente
Mas o que podia eu fazer
O amor é algo que se sente
E não há palavras que o possam descrever
Porque gosto de recordar e acho engraçado o que se deixa escrito com 12 anos.
Mas não compreendeu
Repeti, expliquei
Mas não percebeu
Não sei o que fazer
Não sei o que dizer
Mas insistiu em saber
E eu mais palavras não sabia
Para lhe poder dizer
O que não percebia
A pequena era persistente
Mas o que podia eu fazer
O amor é algo que se sente
E não há palavras que o possam descrever
Porque gosto de recordar e acho engraçado o que se deixa escrito com 12 anos.
segunda-feira, setembro 05, 2005
Cartas a um Jovem Poeta
"Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 1875, filho de um oficial do exército e de uma mãe fanaticamente religiosa.Estudou filosofia, história, literatura e arte em Praga, Berlim e Munique. Começou a escrever poesia desde muito cedo.
Em 1901 casou com Clara Westhoff e viveram em Worpswede até ao nascimento do único filho, tendo-se depois mudado para Paris, em 1902. Morreu em Valmont, a 29 de Dezembro de 1926."*

"Atraídos pela sua poesia, era frequente alguns jovens escreverem a Rilke, falando-lhe dos seus problemas e aspirações. De 1903 a 1908 Rilke enviou um notável conjunto de cartas a um jovem cadidato a poeta, sobre a poesia, o amor e a sensibilidade, revelando também, desta forma, a sua relação com a vida e a dificuldade que um espírito sensível tem em sobreviver num mundo duro e implacável."*
Adorei ler este livro e agradeço imenso ao AF do Segundo Impacto que me sugeriu a sua leitura num comentário a um texto que eu cá tinha posto. Tal como ele disse, é um livro "recheado de conselhos e ideias muito interessantes" e eu aconselho, vivamente, a todos aqueles que se interessam pela escrita e a tantos outros também, porque são conselhos acerca da vida.
*Direitos reservados por Coisas de Ler Edições, Lda.
quarta-feira, julho 27, 2005
...
O silêncio pairava no quarto.Duas da manhã e sem saber o que escrever.
Estava tudo calmo, nada se mexia e apenas se ouvia o respirar leve da cidade.
Duas e meia da manhã e ainda sem saber o que escrever. A caneta andava de um lado para o outro na sua mão, o caderno estava pousado na cama com as folhas em branco e uma tela preta havia atravessado a sua mente. As suas pernas moviam-se debaixo do lençol ansiosas, as mãos começavam a transpirar e a caneta escorregava. Um calor intenso percorria-lhe o pescoço e descia até às pernas. A impaciência era grande e a necessidade de o fazer ainda maior. O calor abafado não ajudava e os olhos também começavam a pesar.
Tinha que escrever! Ela sentia-o e por isso não conseguia largar a caneta nem deixar de fixar o caderno. A caneta estava pousada na folha, mas esta continuava em branco. A mão não se mexia e ela esperava ansiosamente que as letras se começassem a desenhar e o texto a formar-se, mas o que existia era apenas um cadeeiro de luz fraca, ela e um silêncio que escorria nas paredes, que preenchia o quarto e a sua mente.
Adormeceu sobre o caderno. Esta noite não o conseguiu, tinha que tentar outra vez. Não podia desistir. Ela sabia que existia, ela sentia... Era forte, tão forte que a deixava de rastos. Não conseguia e sentia-se mal. A força estava dentro dela, mas como conseguir transpô-la no papel?
Iria esperar que o dia de amanhã corresse para que a noite se exibisse.
Iria passar todo o dia à espera. Esperaria ansiosamente pela noite, para tentar mais uma vez. Apenas na noite.
[Não tenho andado em bons dias de escrita e como outro dia descobri mais uma pastinha com os meus escritos, resolvi mostar-vos este porque se adequa ao que ando a sentir. (Se bem que a noite já perdeu um pouco dessa magia.) O texto não tinha título e não sei qual lhe pôr e, infelizmente, também não tinha data marcada na folha, todavia presumo que seja perto de 2003.]
Estava tudo calmo, nada se mexia e apenas se ouvia o respirar leve da cidade.
Duas e meia da manhã e ainda sem saber o que escrever. A caneta andava de um lado para o outro na sua mão, o caderno estava pousado na cama com as folhas em branco e uma tela preta havia atravessado a sua mente. As suas pernas moviam-se debaixo do lençol ansiosas, as mãos começavam a transpirar e a caneta escorregava. Um calor intenso percorria-lhe o pescoço e descia até às pernas. A impaciência era grande e a necessidade de o fazer ainda maior. O calor abafado não ajudava e os olhos também começavam a pesar.
Tinha que escrever! Ela sentia-o e por isso não conseguia largar a caneta nem deixar de fixar o caderno. A caneta estava pousada na folha, mas esta continuava em branco. A mão não se mexia e ela esperava ansiosamente que as letras se começassem a desenhar e o texto a formar-se, mas o que existia era apenas um cadeeiro de luz fraca, ela e um silêncio que escorria nas paredes, que preenchia o quarto e a sua mente.
Adormeceu sobre o caderno. Esta noite não o conseguiu, tinha que tentar outra vez. Não podia desistir. Ela sabia que existia, ela sentia... Era forte, tão forte que a deixava de rastos. Não conseguia e sentia-se mal. A força estava dentro dela, mas como conseguir transpô-la no papel?
Iria esperar que o dia de amanhã corresse para que a noite se exibisse.
Iria passar todo o dia à espera. Esperaria ansiosamente pela noite, para tentar mais uma vez. Apenas na noite.
[Não tenho andado em bons dias de escrita e como outro dia descobri mais uma pastinha com os meus escritos, resolvi mostar-vos este porque se adequa ao que ando a sentir. (Se bem que a noite já perdeu um pouco dessa magia.) O texto não tinha título e não sei qual lhe pôr e, infelizmente, também não tinha data marcada na folha, todavia presumo que seja perto de 2003.]
quarta-feira, abril 20, 2005
Sobre livros
1- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Um de páginas em branco que pudesse ser rabiscado à vontade porque a ideia de algo permanente não me agrada.
2 -Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Penso que em relação a isso costumo afinizar-me muito com as personagens que gosto. Por vezes, adopto expressões semelhantes sem me aperceber; sou influenciada sem querer, mas por poucos momentos. No entanto, não tenho nenhum em especial que me "apanhe".
3 -Qual foi o último livro que compraste?
"Viagens na minha Terra" - Almeida Garrett
4 -Qual o último livro que leste?
Por inteiro, penso que foi "Harry Potter e a Ordem da Fénix" - J.K. Rowling
5 - Que livros, estás a ler?
"Viagens na minha Terra" - Almeida Garrett
"Choque do Futuro" - Alvin Toffler
6 -Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
"O Rosto e as Máscaras" - Fernando Pessoa (antologia cronológica, organizada e prefaciada por David Mourão-Ferreira)
"Os Filhos da Droga" - Christiane F.
"A minha Melhor Amiga" - Anne-Sophie Brasme
Um caderno em branco (e respectiva caneta ou lápis)
Um desconhecido, obrigatoriamente, de poesia
7 -Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
Talvez as três primeiras que lerem isto serão essas três pessoas :) Mas vou passa-lo a quem quiser lê-lo; está à vista de todos que por aqui passeiam.
[Achei engraçado este questionário que vi nos blogs Tá de noite e My Soul Pieces e copiei-o para aqui. Pode ser que vos interesse lê-lo e copiar para os vossos Blogs. Sempre se fica a conhecer um bocadinho mais de quem o responde.]
Um de páginas em branco que pudesse ser rabiscado à vontade porque a ideia de algo permanente não me agrada.
2 -Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Penso que em relação a isso costumo afinizar-me muito com as personagens que gosto. Por vezes, adopto expressões semelhantes sem me aperceber; sou influenciada sem querer, mas por poucos momentos. No entanto, não tenho nenhum em especial que me "apanhe".
3 -Qual foi o último livro que compraste?
"Viagens na minha Terra" - Almeida Garrett
4 -Qual o último livro que leste?
Por inteiro, penso que foi "Harry Potter e a Ordem da Fénix" - J.K. Rowling
5 - Que livros, estás a ler?
"Viagens na minha Terra" - Almeida Garrett
"Choque do Futuro" - Alvin Toffler
6 -Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
"O Rosto e as Máscaras" - Fernando Pessoa (antologia cronológica, organizada e prefaciada por David Mourão-Ferreira)
"Os Filhos da Droga" - Christiane F.
"A minha Melhor Amiga" - Anne-Sophie Brasme
Um caderno em branco (e respectiva caneta ou lápis)
Um desconhecido, obrigatoriamente, de poesia
7 -Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
Talvez as três primeiras que lerem isto serão essas três pessoas :) Mas vou passa-lo a quem quiser lê-lo; está à vista de todos que por aqui passeiam.
[Achei engraçado este questionário que vi nos blogs Tá de noite e My Soul Pieces e copiei-o para aqui. Pode ser que vos interesse lê-lo e copiar para os vossos Blogs. Sempre se fica a conhecer um bocadinho mais de quem o responde.]
terça-feira, abril 19, 2005
Nota
Este é só um pequeno post para agradecer aqueles que deram uma opinião no post anterior e para anunciar que o título da peça foi votado e escolhido segunda-feira; a peça intitula-se, agora, por "Realidade fictícia". A meu ver, é um título interessante, embora não fosse o meu preferido. De qualquer das maneiras, entre este e um outro que estava com grande destaque "Eles andam aí!", fico satisfeita por ter sido o actual o mais votado.
domingo, abril 17, 2005
Preciso duma opinião
Eu tenho aulas de teatro na escola e andamos a ensaiar uma peça para apresentar no fim do ano, só que não sabemos que título lhe havemos de dar, por isso, vou tentar resumir o melhor que posso (apesar de ainda não ter a peça toda) e dar-vos a escolher alguns títulos que uns colegas meus proporam de forma a ajudarem-nos :)
Muito bem... A peça é basicamente sobre os diferentes grupos que existem entre os adolescentes e os respectivos problemas. Existem as betas, os noctívagos, os dreads, os cromos da Net, os góticos, um gay, um traficante de exames, uma intelectual e os freaks. Os grupos vivem uma vida que os pode levar a enfrentar sérios problemas no futuro. Eu interpreto duas personagens: a Luana e a Lipa. A primeira está inserida no grupo dos góticos, constituido pelo namorado Roger, a amiga da banda Verónica, a extrema Erika e a Paloma e caracteriza-se pelo facto de serem anti-sociais e nem sequer conseguirem criar laços fortes de amizade dentro do próprio grupo. A Lipa faz parte do grupo dos noctívagos, constituido pela melhor amiga Kak's e pelo irmão Pikas que, por sua vez, vai aliciar a irmã para o mundo da noite repleto de drogas, álcool e rapazes. No meio de toda esta "anarquia juvenil" andam uns ET's que aterram no campo de basquetebol da escola no início da peça e que são invisíveis devido a um dispositivo. Estes decidem estudar as crias da espécie porque lhes resta pouco tempo naquele planeta. Porém, à medida que o estudo avança, levados pelo espanto das barbaridades com que se deparam, estes vêem-se obrigados a desligar o dispositivo de invisiblidade e a intervir na vida de cada adolescente, de forma a, mostrar-lhes o futuro. Uma vez visto o futuro pelo adolescente este, de regresso ao presente e sem se aperceber do que acabara de acontecer, conscencializa-se e tenta deixar algumas coisas que prejudicavam a sua vida, como a droga, a vergonha (ex. dos cromos e do gay) e outras coisas mais que iriam destruir o seu futuro. Assim sendo (espero ter-me feito entender no resumo) os títulos propostos foram estes:
Eles andam aí! / Eles andem aí! (ou um ou outro)
Efeito boomerang
Efeito extraterrestre
Só não vê quem não quer
O código da adolescência / O Código Adolescente (ou um ou outro)
Afinal são nossos amigos
O nosso reflexo
Nós somos piores
A nossa sombra
Ligação extraterrestre
Uma espécie aparte
Acreditas em ET's?
Afinal eles existem
Tudo louco
Atinem, pá!
O abc da adolescência
Uma peça do outro mundo
O Senhor dos ET's
Os ET's e os prisioneiros da adolescência (à estilo Harry Potter)
O futuro é agora
Realidade fictícia
Saber quem somos (ideia do meu irmão)
Muito bem... A peça é basicamente sobre os diferentes grupos que existem entre os adolescentes e os respectivos problemas. Existem as betas, os noctívagos, os dreads, os cromos da Net, os góticos, um gay, um traficante de exames, uma intelectual e os freaks. Os grupos vivem uma vida que os pode levar a enfrentar sérios problemas no futuro. Eu interpreto duas personagens: a Luana e a Lipa. A primeira está inserida no grupo dos góticos, constituido pelo namorado Roger, a amiga da banda Verónica, a extrema Erika e a Paloma e caracteriza-se pelo facto de serem anti-sociais e nem sequer conseguirem criar laços fortes de amizade dentro do próprio grupo. A Lipa faz parte do grupo dos noctívagos, constituido pela melhor amiga Kak's e pelo irmão Pikas que, por sua vez, vai aliciar a irmã para o mundo da noite repleto de drogas, álcool e rapazes. No meio de toda esta "anarquia juvenil" andam uns ET's que aterram no campo de basquetebol da escola no início da peça e que são invisíveis devido a um dispositivo. Estes decidem estudar as crias da espécie porque lhes resta pouco tempo naquele planeta. Porém, à medida que o estudo avança, levados pelo espanto das barbaridades com que se deparam, estes vêem-se obrigados a desligar o dispositivo de invisiblidade e a intervir na vida de cada adolescente, de forma a, mostrar-lhes o futuro. Uma vez visto o futuro pelo adolescente este, de regresso ao presente e sem se aperceber do que acabara de acontecer, conscencializa-se e tenta deixar algumas coisas que prejudicavam a sua vida, como a droga, a vergonha (ex. dos cromos e do gay) e outras coisas mais que iriam destruir o seu futuro. Assim sendo (espero ter-me feito entender no resumo) os títulos propostos foram estes:
Eles andam aí! / Eles andem aí! (ou um ou outro)
Efeito boomerang
Efeito extraterrestre
Só não vê quem não quer
O código da adolescência / O Código Adolescente (ou um ou outro)
Afinal são nossos amigos
O nosso reflexo
Nós somos piores
A nossa sombra
Ligação extraterrestre
Uma espécie aparte
Acreditas em ET's?
Afinal eles existem
Tudo louco
Atinem, pá!
O abc da adolescência
Uma peça do outro mundo
O Senhor dos ET's
Os ET's e os prisioneiros da adolescência (à estilo Harry Potter)
O futuro é agora
Realidade fictícia
Saber quem somos (ideia do meu irmão)
sábado, março 26, 2005
Poetismo
Uma ideia que tive há pouco tempo levou-me à criação deste Blog. Poetismo... apenas isso, poesia e poetas; foi com esse fim que considerei criar outro Blog. Com a minha participação, de Lana, de O Empalador e de Perséfone, esperamos poder partilhar convosco, leitores de Blogs, a delícia que é a leitura da poesia que, na minha opinião, guarda consigo uma beleza própria. Espero que visitem e apreciem :)
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Hurt
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear my crown of shit
On my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stain of time
The feeling disappears
You are someone else
I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Nine Inch Nails
Resolvi fazer post desta música porque a adoro. Tem uma letra fenomenal, muito tocante e sentida, bem como a melodia que é bastante calma e nos embala nos sons e nas palavras.
Aproveito também para dedicar este post à pessoa que me deu a conhecer a música que, por sua vez, também gosta muito dela. Na minha opinião, e ainda não confrontei a pessoa com esta, a letra da música tem muito a ver com o seu ser; a ideia contida é muito semelhante aos seus pensamentos e certos versos são semelhantes a frases que outrora disse numa das nossas conversas alargadas.
Apercebi-me desse facto há pouco enquanto me deixava levar pela música e achei necessário mostrar-to, duma forma personalizada, devo dizer :)
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear my crown of shit
On my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stain of time
The feeling disappears
You are someone else
I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Nine Inch Nails
Resolvi fazer post desta música porque a adoro. Tem uma letra fenomenal, muito tocante e sentida, bem como a melodia que é bastante calma e nos embala nos sons e nas palavras.
Aproveito também para dedicar este post à pessoa que me deu a conhecer a música que, por sua vez, também gosta muito dela. Na minha opinião, e ainda não confrontei a pessoa com esta, a letra da música tem muito a ver com o seu ser; a ideia contida é muito semelhante aos seus pensamentos e certos versos são semelhantes a frases que outrora disse numa das nossas conversas alargadas.
Apercebi-me desse facto há pouco enquanto me deixava levar pela música e achei necessário mostrar-to, duma forma personalizada, devo dizer :)
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Alguns Blogs
Estes são alguns Blogs que aconselho a visitar. Devo confessar que não os visito com muita frequência apesar de gostar muito de os ler, enfim... contradições minhas.
http://mysoulpieces.blogspot.com
http://tadenoite.blogspot.com
http://caminhadaspelovazio.blogspot.com
http://necrosophia.blogspot.com
http://segundoimpacto.blogspot.com
http://mysoulpieces.blogspot.com
http://tadenoite.blogspot.com
http://caminhadaspelovazio.blogspot.com
http://necrosophia.blogspot.com
http://segundoimpacto.blogspot.com
terça-feira, novembro 30, 2004
Adormecido
No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu
No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar
No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...
Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior
No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo
E assim vais vivendo
E assim andando aí
E assim perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...
Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás...
Toranja
Adoro esta letra porque me identifico com ela. E provavelmente muitas mais pessoas o farão. Vivemos num teatro em que o que mostramos é o que pensamos ser conveniente os outros verem. Dizemo-nos fortes quando trememos por dentro, dizemo-nos grandiosos quando nos sentimos pequenos ao lado de tudo e todos... dizemos o que não somos porque não sabemos olhar para dentro e vermo-nos e, assim, construimos uma personagem agradável aos outros olhos enquanto nos vamos perdendo nesse cenário falso e de mentira. Mas nada como a letra da música para exprimir as palavras ocas que vou tentando encadear.
P.S. Resolvi ocultar o refrão porque penso que não tem muito a ver com o que eu pretendia transmitir.
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu
No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar
No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...
Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior
No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo
E assim vais vivendo
E assim andando aí
E assim perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...
Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás...
Toranja
Adoro esta letra porque me identifico com ela. E provavelmente muitas mais pessoas o farão. Vivemos num teatro em que o que mostramos é o que pensamos ser conveniente os outros verem. Dizemo-nos fortes quando trememos por dentro, dizemo-nos grandiosos quando nos sentimos pequenos ao lado de tudo e todos... dizemos o que não somos porque não sabemos olhar para dentro e vermo-nos e, assim, construimos uma personagem agradável aos outros olhos enquanto nos vamos perdendo nesse cenário falso e de mentira. Mas nada como a letra da música para exprimir as palavras ocas que vou tentando encadear.
P.S. Resolvi ocultar o refrão porque penso que não tem muito a ver com o que eu pretendia transmitir.
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