sábado, janeiro 30, 2010

Fuck you!

Fuck you. Fuck you. Fuck you! Fuck you everyone. Fuck you! Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck you.

sábado, maio 09, 2009

As pessoas não lidam muito bem com a ausência de modéstia. E preferem-na, mesmo que seja falsa modéstia. Não gostam de pessoas realistas. Como se o realismo fosse defeito, e devêssemos, para conveniência de todos, oscilar entre optimistas e pessimistas, para podermos ser os coitadinhos ou os idealistas. Agora realistas? Não... isso é demasiado... real. E as pessoas realistas são aborrecidas. As pessoas auto-conscientes. As pessoas auto-conscientes são aborrecidas. Pouco se lhes pode dizer sobre elas que elas já não saibam. E por isso não podemos dar numa de salvadores ou terapeutas porque os auto-conscientes, os realistas, já sabem o que lhes vamos dizer. E quando lhes dizemos algo que eles não conseguem aceitar, somos nós quem está errado porque eles sabem muito mais deles do que nós. Nós, pouco realistas, adoradores da falsa modéstia, nós sabemos-lhes pouco. Mas não é por isso que nos coibimos de dar palpites, fazer juízos, acusar e julgar. Porque nós, preguiçosos, que não nos damos ao trabalho de pensar em nós, julgamos que sabemos muita coisa e não queremos crer que existem pessoas realistas que por o serem, não são arrogantes, são só mais interessantes que nós, e irritamo-nos quando nos apercebemos inúteis, ainda que não tenhamos bem a certeza do que nos irrita nem que somos, de facto, inúteis.

08 Maio 2009

sexta-feira, maio 01, 2009

Vão todos p'ro caralho!

Como se o sofrimento fosse desculpa para sermos o que somos.


E será? Eu costumo acreditar que sim.

Se não acreditasse nisso, não podia acreditar que não existem más pessoas.

Mas se Deus nos criou, simples e ignorantes, como viemos nós ter aqui? Por que é o caminho do mal o primeiro a ser escolhido e só mais tarde o caminho do bem? Por que é que conforme evoluímos, vamos para o bem? Ou seja, por que partimos do mal?

Isto leva-me a crer que o mal é necessário. Seja lá o que o mal for.

É que também acredito que não há injustiça. Que tudo existe da forma como deveria existir. Que umas coisas impulsionam outras e vivemos todos numa grande roldana, aliás fazemos parte dela.

Assim sendo, o que é o mal?

Se não há injustiça, também não há justiça. O que me leva àquela velha questão da unidade e da dualidade. Estamos em direcção à unidade? Tal como partimos do mal para o bem, partimos da dualidade para a unidade?

Mas se não acredito em injustiça e portanto também não acredito em justiça, não haverá dualidade. A não haver dualidade, embora nos continue a parecer que sim, não será tudo isto uma ilusão?

Só não conseguimos ver o grande plano, não é? Como peixes dentro de água que não sabem que estão dentro de água nem o que ela é.

Não sei se sempre achei isto, mas a melhor perspectiva há de ser aquela em que conseguimos ver as coisas do “lado de fora”. Se formos peixes dentro de um aquário, como poderemos ver as coisas desse prisma?

E isto leva-me à, também velha, conclusão: somos apenas ser humanos. E embora pareça muito, é tão pouco.

Não é fatalismo, porque também acredito que não ficamos por aqui. De facto, eu não sou um ser humano, eu vou sendo um ser humano. Até ao dia, ao momento, à altura, em que não precise de o ser. Até à altura... Já não sei o que escrevo.

 

A verdade é que quando apanhamos com um vaso em cima, ficamos mais atentos, pensamos melhor, ficamos mais fortes. E por isso digo sem pudor que me apetece mandar alguém p’ro caralho. Porque ainda sou humana e ninguém sabe o que me vai cá dentro. Sendo ou não cliché esta frase, ninguém conhece as entranhas de ninguém e por isso não me venham com conclusões e definições e juízos. Vão pr’o caralho aqueles que julgam que me conhecem, aqueles que ousam opinar sobre a forma como penso a vida com a arrogância dos ignorantes. Vão pr’o caralho hoje porque hoje sou ainda mais humana porque apanhei com um vaso em cima e o meu ego dói. Vão pr’o caralho porque só vos mandando pr’o caralho é que me sinto melhor, só vos mandando pr’o caralho... Que os ignorantes não sabem e por isso não os podemos mandar pr’o caralho.

 

O que eu queria mesmo era escrever um livro.

E que o peito deixasse de doer para eu poder dormir.
15 Fevereiro 2009

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Desculpas

Tenho o mau hábito de desistir das coisas antes de tentar, antes de poder dizer que dei o que tinha, que fiz o que pude. Normalmente, não me permito chegar à etapa em que posso ter falhado, mesmo dando o meu máximo. Deixo-me ficar pelos degraus mais baixos para poder ter uma desculpa para não ter atingido o êxito. Quanto mais penso nisso, mais me apercebo que ajo sempre por precaução, fujo ao risco, ao perigo, à coragem. Sou uma vítima de mim mesma e sinto-me confortável nessa posição porque não dá trabalho. Será que não vou mais além com medo de não ser capaz? Será mesmo essa a minha estratégia? Guardar-me na crença de que sou melhor, de que consigo mais, mas que apenas não o demonstro porque não me esforço?

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Questão

Por que razão se confunde tanto amor com sexo, se um é um sentimento e o outro é um acto?

sábado, setembro 20, 2008

Porque sabe bem ouvir de madrugada



I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While youre far away dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Every moment spent with you is a moment I treasure

Dont want to close my eyes
I dont want to fall asleep
Cause Id miss you baby
And I dont want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
Id still miss you baby
And I dont want to miss a thing

Lying close to you feeling your heart beating
And Im wondering what youre dreaming
Wondering if its me youre seeing
Then I kiss your eyes
And thank God were together
I just want to stay with you in this moment forever
Forever and ever

Dont want to close my eyes
I dont want to fall asleep
Cause Id miss you baby
And I dont want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
Id still miss you baby
And I dont want to miss a thing

I dont want to miss one smile
I dont want to miss one kiss
I just want to be with you
Right here with you, just like this
I just want to hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time

Dont want to close my eyes
I dont want to fall asleep
Cause Id miss you baby
And I dont want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
Id still miss you baby
And I dont want to miss a thing

Dont want to close my eyes
I dont want to fall asleep
I dont want to miss a thing

Aerosmith - I Don't Want to Miss a Thing

sábado, agosto 16, 2008

Título por definir (Parte I)



Mais um gole.
O copo não parava na mesa um minuto. Não gostava de vinho, mas aquele até nem era muito mau. Não era a única. A maioria dos copos erguiam-se no ar em brindes e patetices corriqueiras. Havia vinho nas toalhas das mesas, nas camisolas, no chão, nas bocas... Havia tanta gente.

Eu saçaricava de uma mesa para outra. Havia tanta gente. Todos espalhados. Tantas mesas. Tantos copos. Sorria muito, falava muito, demais, como de costume. “Tenho de deixar de ser tão desbocada” e lá saía mais uma intimidade que ficava bem do lado de dentro da boca. O discernimento já ia longe. Mais umas piadas, mais uns copos, mais uns abraços, uns sorrisos, umas patacoadas. Muita gente. Só vozes. Todos conversam e riem. Mais vinho. Só garrafas... vazias. E os empregados em pressa, com os seus carrinhos, em aceleradas corridas por entre as tantas pessoas descoordenadas. Os pratos são levados. (Houve sobremesa?) Já são poucos os que estão sentados. (Há alguém sentado?) O que vale é que o restaurante é grande e os espelhos na parede, junto à entrada, não permitem a sensação, por vezes claustrofóbica, de se estar no meio de tanta gente.

De repente, estamos na casa-de-banho, depois de sentados a uma mesa que não a nossa, a conversar sobre mais patetices, sabe-se lá sobre o quê. Há tanta gente! Até na casa-de-banho há muita gente. Rapazes na das raparigas. Está tudo misturado. Fui à casa-de-banho, mas não queria “ir à casa-de-banho”. Devo-me ter guiado pelas vozes. Gosto de estar onde estão as pessoas, nestas alturas. Tanto riso! Dá-me vontade de rir só de olhar este festival. Os copos continuam nas mãos. A casa-de-banho não é pretexto para abandonar o copo na mesa. O meu... (onde está o meu copo?). As minhas mãos estão livres e eu gesticulo muito quando falo. Gesticulo sempre muito quando falo. Tanta gente conhecida. A Clarice apoia-se no meu ombro e ri. O Mário fala connosco (que somos mais que eu e a Clarice) sentado em cima de uma das sanitas com a porta aberta. Felizmente está só sentado. (de que se fala?) A certo ponto, incomoda-me tanta gente num espaço fechado e tão pequeno. Saio um pouco para tentar perceber se a mesma confusão se passa do lado masculino. Nem por isso. A confusão começa entre as duas portas e acaba do lado de dentro da nossa. E eis que mais alguém conhecido aparece.

segunda-feira, julho 28, 2008

Diário

15 de Julho de 2008
Olá!
Aqui me apresento após uns bons meses de grandes turbilhões. Turbilhões de eventos, turbilhões de emoções, turbilhões de pensamentos.
Ainda não encontrei uma lógica na minha vida. Ainda não aprendi a viver a minha vida. Mas talvez seja exactamente essa a minha demanda. Vou vivendo... Não de forma muito planeada. Acho que aprendi que os cálculos não valem de nada. Não adianta fazer previsões, elaborar planos... pensar que o futuro será do jeito que o imaginamos. Nem o que nos é mais pessoal, mais íntimo conseguimos controlar. Não controlamos o que sentimos. O que sentimos não é assim tão nosso, como julgamos ser. O nosso controlo das coisas é ainda mais limitado do que pensamos.
É como se uma força independente nos embalasse, por fora e dentro, lançando a nossa carcaça e as nossas entranhas ao sabor de uma corrente que não conhecemos.
Gostava de não ser tão humana assim e de não ter esta necessidade insaciável de mimo.

Catarina

domingo, julho 06, 2008

16 Nov. 2007

Hoje escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Hoje não sei para quem escrevo, que há sempre alguém mesmo que não o saiba. Torno a escrever sem pensar. Sem planear, sem preparação, pressiono os meus dedos nas teclas (que já não posso dizer que pego na caneta porque não a há) e deixo que as palavras se formem à frente dos meus olhos. É belo, sabes? Falo contigo que talvez saiba quem és. Falo contigo porque afinal sei que me sabes. E falo contigo porque preciso mesmo muito de falar contigo. De extrair estas sensações por forma de desenhos em letras e dizer-te o que sinto cá dentro que varia como a noite e o dia. Por isso não me leves demasiado a sério, principalmente quando escrevo como quem realiza movimentos reflexos. Sabes que sou uma pessoa que se arrepende com facilidade. Tu conheces-me um pouco, sabes que isso é característico em mim por causa disso que tu sabes que eu não tenho muito, essa coisa que há quem chame de auto-estima. Mas a verdade é que se por vezes consigo afirmar isso como uma verdade muito certa para mim, no momento em que o faço duvido de toda essa certeza. Não sei como me sinto a maior parte das vezes e no entanto gabo-me de conseguir escrever sentimentos, emoções seja. Hoje escrevo como quem lê um texto sem perceber o que leu e isto é tão ridículo que não consigo impedi-lo de tão ridículo que é. Que por ser tão ridículo sinto-me liberta e sinto que preciso desta estupidez toda. Não será bem estupidez, porque o ridículo e o estúpido não são bem a mesma coisa. De qualquer das formas isto não interessa, se é que interessa alguma das coisas que escrevo. Escrevo simplesmente porque a música que ouço me inspira para isso. E a inspiração não tem propriamente de criar bons textos, escrita bonita, leitura aprazível, sabes? A inspiração tem de criar bem-estar e neste momento doem-me as bochechas do sorriso que carrego nos lábios há tanto tempo. (acho que é uma óptima frase para terminar este texto.)

domingo, abril 20, 2008

Aturdimento

Há momentos depois que acordo em que me perco. Confundo-me entre o sonho e a realidade e não sei se acordo para a vida, se para a verdade de que já não sou mais.
Sinto-me eu mais todas as personagens que sonhei. Sinto a cama e todos os sítios que idealizei. Sinto sensações que não me pertencem, mas criei. Eu sou a autora e a criação. E não distingo uma e outra.
Vejo a sensação do volume das coisas. Sinto a confusão das vozes no silêncio do corpo. Não sinto o corpo. Sinto a vertigem da impotência. Eu não me pertenço. Sou arrastada.
Dura uns segundos. Não é muito. Depois devolvem-me à vida.

sábado, abril 05, 2008

I know by heart

Quando se gosta, cortar por causa de x, y, z e o abecedário todo, não mata a saudade.

sábado, março 08, 2008

Spontaneous writing

If I stare, I will fall
If you let, I will love
If you're there, I will reach
If we're here, we will be

terça-feira, fevereiro 19, 2008

sábado, fevereiro 16, 2008

enquanto não estás

Tenho o teu cheiro na minha pele. O teu hálito na minha boca. A tua voz na minha cabeça. E o teu corpo ao meu lado.
Concentro-me em ti. Reparo nos mais pequenos detalhes, agora que me concentro só em ti.


Tens um sinal no canto do olho. Eu já o sabia, mas gosto de o descobrir várias vezes. E o teu cabelo só encaracola nas pontas. (ainda há-de ficar liso?)
Tens o ar mais sereno a dormir que já vi, sabias? Nem pareces a pessoa racional que és. És doce enquanto dormes. E não te podes defender nesse sono. Estás exposto.
Deixa-te estar. És bonito. Gosto de ti assim.


Tens tanto. Dás tanto sem querer.


Queria que ficasses assim a dormir. E eu ficava assim a mirar-te. Mas gosto tanto quando me olhas. E gosto tanto das nossas conversas.
Deixa-te estar. Eu espero. Gosto de ti das duas maneiras.


Sabe-me tão bem.
Apetecia-me beijar-te a testa. Mas não quero acordar-te. Dorme. Descansa que os dias são duros. Aproveita essa paz do sono. Faz por dormires bem. Não é assim que dizem? “Dorme bem”. Então, vá.


Eu sei que não me ouves os pensamentos. Mas eu gosto de conversar contigo assim.Tu não sabes, mas eu estou em constante conversa contigo. As tuas respostas são imagens e sensações. Não há som. Nem palavras. Mas eu gosto.


Estou sempre contigo.


Às vezes gostava que me sentisses. Assim quando não estou por perto. Quando não me podes ver, nem me falas, nem sentes o meu cheiro, nem sabes as minhas palavras. Gostava que me sentisses em ti. Desta mesma forma que te guardo em mim.


Estás sempre comigo.


E sabe tão bem. Este calor que acompanha este carinho. Este carinho que me dá este sorriso. Gosto de te sentir assim. Sabe-me bem, caraças.


Deixa-te dormir. Ou acorda. Vive. Vive a tua vida. Eu guardo essa serenidade. Eu guardo-te em mim. Há de cá ficar essa doçura.
Sabe bem demais para deixar de ser algo e perder-se junto às outras memórias. Por isso há aqui um cantinho. Morno, seguro, protegido, lembrado.


És saboroso. Perco-te e acho-te nestes momentos. Momentos de um quarto cheio.