segunda-feira, setembro 10, 2007

sábado, setembro 08, 2007

sexta-feira, setembro 07, 2007

Heart's Dialogues

She: The more I learn to care for you the more we drift apart. Why can't I free your doubtful mind and melt your cold cold heart?

He: Don't you cry when we're through. I got a cold cold heart, I do.

She: You look so fine, I want to break your heart and give you mine. You're taking me over.

He: Growing hold, faking new, something borrowed and then again something blue. My cold heart can't go wrong and it gets me around in bounds along.

She: It's so insane! You've got me tethered and chained. I hear your name and I'm falling over.

He: Can't define what is love. Should I then pray out to the one above?

She: You come on like a drug, I just can't get enough. I'm like an addict coming at you for a little more and there's so much at stake, I can't afford to waste.

He: I don't have that stuff you need, but I can get down on my knees. I'll ease your pain, your appetite, for today it's ok, it's alright. It's alright as long as I don't have to stay, my cold heart can't take it any other way.

She: I don't care. I want you to stay and hold me and tell me you'll be here to love me today.

He: "Long before I knew you there was someone who cared that warned my heart and made it part so high above the land."

She: A memory from your lonesome past keeps us so far apart. Why can't I free your doubtful mind and melt your cold cold heart?

He: Out of luck, knock on wood and I just left you because I could. My cold heart, who could tell? That all this silence would burn and turn to hell.

She: I used to adore you, I couldn't control you. There was nothing I wouldn't do to keep myself around and close to you.

He: I know what you're going through. I feel like I already know you. Why don't you come here near the light? It's ok. It's ok. It's ok. It's ok. It's alright.

She: You hold my hand, but do you really need me?

He: I don't have that stuff you need.

She: I'm just sitting here waiting for you to come on home and turn me on.

He: But I can get down on my knees. I'll ease your pain, your appetite, for today it's ok, it's alright.

She: Bend me, break me, any way you need me. All I want is you. Bend me, break me, breaking down is easy. All I want is you.

He: It's alright as long as I don't have to stay. My cold heart can't take it any other way.

She: Please me, tease me, go ahead and leave me.

He: It's alright as long as ice can't turn to stone, I won't be alone.

She:
That sinking feeling when you are leaving, all I believe in walks out my door.


He: Don't you cry when we're through, I've got this cold heart because, because I do.

She: Do what you want to do, just pretend happy end. Let me know, let it show. Ending with letting go, let's pretend happy end.



[As letras de "He" são da música Cold Heart de David Fonseca e as de "She" são das músicas Cold Cold Heart, Be Here To Love Me, Thinking About You e Turn Me On de Norah Jones e das músicas Temptation Waits, Special, I Think I'm Paranoid, Wicked Ways e You Look So Fine de Garbage.]

terça-feira, setembro 04, 2007

Wondering

I try.
Do I?
Probably not.
But I want to!
Really?
I'm not sure.

"I just can't lay down and die"

segunda-feira, setembro 03, 2007

Não há regras no sexo

No sexo não há regras. A educação não nos ensina o sexo. O sexo não pode ser ensinado. Não nos dizem quais as posições, os actos e as expressões proibidas no sexo. Não nos é dito como nos devemos comportar no sexo. E por isso no sexo as pessoas revelam-se.
Perde-se o constrangimento, a vergonha, ganha-se a coragem, a ousadia. No sexo somos outros e permitimos a expressão do nosso ser primitivo. O animal que é em nós revela-se, na excitação, nos movimentos, no transpirar, nos gemidos,... Um outro em nós. Um outro de nós. Nós. Somos na cama os selvagens que não conseguimos ser na rua. E por isso mesmo o prazer é tanto. E por isso o sexo é libertação.

5 de Julho de 2007

domingo, setembro 02, 2007

Pormenores

Quando nos habituamos ao torpor da melancolia conseguimos distinguir os diferentes graus em que ela surge, e só esse conhecimento é suficiente para esboçar um sorriso. Há uma relação muito próxima entre mim e a minha melancolia, por isso alegro-me quando a sei reconhecer. A minha melancolia é fiel. Sei que posso sempre contar com ela, mesmo quando parece não estar presente.

terça-feira, agosto 28, 2007

Ignorância como sobrevivência

A ignorância é necessária à mente humana. Por isso existem mistérios e segredos e milagres e síndromes e fenómenos sobrenaturais.

Acredito no conhecimento e acredito na procura do conhecimento, mas aceito o zeitgeist, que há momentos para a descoberta. A sabedoria nasce de uma dança harmoniosa entre o conhecimento e o crescimento, por isso aceito que a ignorância é um patamar que nos permite o acesso a novos degraus sem tropeçarmos.
O não saber é um porto seguro e todos nós precisamos de um. A ignorância é sobrevivência porque sem ela não haveriam calmarias nas tempestades dos nossos mundos.

Hoje compreendo o poder da ignorância e sei que esse conhecimento foi acedido porque cresci. E continuo a crescer...

sexta-feira, agosto 24, 2007

Exercício dos 5 minutos

Eram exactamente 1h11 quando ela pegou na faca da cozinha e a fez deslizar por embos os pulsos. Não queria que tivesse sido assim, mas não havia outra forma e ela não aguentaria esperar mais um dia. Pelo menos acertava na hora e isso era ainda mais importante do que o modo como o fazia. Toda a sua vida tivera um qualquer pressentimento relativamente àquela hora e esta noite dava-lhe finalmente um significado.
Não sabia se olhava para o sangue escorrer ou se simplesmente encarava a parede da casa-de-banho até... até não ser preciso preocupar-se com isso ou qualquer outra coisa.

17 de Agosto de 2007

sábado, agosto 18, 2007

Shirley Manson







Fuck, "when I grow up" I want to be like her.

"Shirley Manson is what we call, hardcore. Everything she does, from her songs and her lyrics to her life has her 100% effort and attention." (AskMen.com )

sexta-feira, agosto 17, 2007

Exercício das Palavras I

Palavras:
  • café
  • baunilha
  • lençóis
  • ballet
9h da manhã. Lara esperava apoiada ao balcão que o café se aprontasse na cafeteira eléctrica e o sol, na sua pujança matinal, invadia a cozinha fazendo-a brilhar em todos os seus pormenores. Os bilhetinhos do pequeno Tomé eram uma vez mais passados por debaixo da porta e Lara perguntava-se como poderiam parecer tão sinceras as juras de amor de um miúdo de apenas 8 anos.
Do quarto chegavam os roncos de um desconhecido encontrado na noite anterior. Ela mirava os seus pés descalços semi-encobertos pelo lençol e preocupava-se em não chegar atrasada à aula de ballet. Num impulso dirigiu-se ao quarto, abriu os estores acordando o jovem mais pelo barulho do que pela luz que lhe lavava a cara directamente.
Rapidamente se sentou e a fixou. Lara com frases curtas, mas um sorriso dócil informou-o de que tinha de ir embora. Voltou à cozinha, levou-lhe uma caneca de café e insistiu na urgência por causa da sua aula. Enquanto ele apanhava as roupas do chão e se vestia, ela desfazia a cama e continha a expressão de nojo que o perfume de baunilha dele lhe causava. O cheiro impregnava os lençóis e por isso apressou-se em enfiá-los na máquina de lavar. Ele não acabara o café, mas já estava vestido, então indicou-lhe a saída, acompanhando-o à porta e despedindo-se com dois beijos inocentes.
- Posso voltar a estar contigo?
- Hã... como era mesmo o teu nome?
- Ricardo.
- Ok, Ricardo. Gostei muito da noite, mas precisas mesmo de ir.
De novo o sorriso e a porta fechou-se. Era tempo de se aprontar para mais um dia.

domingo, agosto 12, 2007

Simbiose

Todo um misto de euforia, prazer e desejo que acaba lenta e calmamente em mais uma conversa que se prolonga nas horas, num longo momento de troca de pensamentos que nos transportam ao transcendente do comum, ao império da racionalidade, da compreensão, da consciência. E é por esse processo de libertação que se anseia, por esse momento de exploração do ser.

21 de Maio de 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

Livro do Desassossego

"A única atitude digna de um homem superior é o persisitir tenaz de uma actividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que se sabe estéril, e o uso fixo de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente ser nula."

Bernardo Soares

domingo, agosto 05, 2007

Conclusões III

(...) Quero deixar de pensar no leitor. Há muito que deixei de escrever para mim. E isso magoa. Quero que volte a ser como antes. Mesmo que não goste de ler as minhas palavras depois. Pelo menos sentir-me-ei bem em escrevê-las. (...)
03.04.07

(...) Agora sei que escrevo com o intuito de ser lida. (...) E estou, actualmente, impedida de escrever como o fazia quando ainda não tinha (tanta) consciência do desejo de ser lida nem a vaidade se tinha apoderado de mim. (...)
05.07.06

Há coisas que não são para ler, são apenas para escrever.
20.07.07

sexta-feira, agosto 03, 2007

Descontração

Enquanto mergulhava os pés na piscina, uma andorinha sobrevoava a água em voos rápidos como se desafiasse algo ou alguém. O sol brilhava lá no alto do céu e Norah Jones fazia-se ouvir na aparelhagem atrás de mim. O dia estava magnífico e eu ansiava por um bloco e uma caneta para o poder descrever. Mas não me apetecia pensar demasiado. O meu verdadeiro desejo consistia em apreciar o momento. Fechar os olhos, lançar a face ao céu, agitar as pernas na água fresca e respirar.
Inspiro, expiro… inspiro, expiro… até sentir cada centímetro de pele no meu corpo, inspiro, expiro… até ser sensível ao som do passeio das formigas na relva, inspiro, expiro… até transcender não sei bem o quê. Simplesmente ser e sentir, na borda daquela piscina, com aquela andorinha a sobrevoar os meus pensamentos e Norah Jones para os embalar.

quarta-feira, julho 25, 2007

Horas (de pânico) antes

Nunca julguei que pudesse sentir verdadeiramente a sensação de um pesadelo na "vida real", principalmente quando se sonhou o pesadelo.


EDIT: post escusado. Se bem que haveria muito a dizer sobre este tema. Dadas as circunstâncias não o abordarei. Pelo menos para breve. (03.08.07)

quarta-feira, julho 18, 2007

Um sonho

Há uma semana não o via. Ele estava para fora e eu não sabia exactamente quando o tornaria a ver. Simplesmente esperava que ele chegasse de viagem e quisesse saber de mim e estar comigo.
Apenas uma semana se havia passado e a mim parecia-me muito mais. Até aquela altura nunca tinha estado mais que dois, três dias longe da sua presença. E custava-me tanto não poder estar com ele. Desde o início daquela época, essa semana foi a pior que passei naquele lugar. Ele fazia-me falta e só me apercebi do quanto naquela semana.

Ele voltou. Era noite e estávamos no café, como de costume. Era Verão e a janela atrás da nossa mesa estava aberta. Senti que a noite estava diferente. Não sabia porquê, mas o ar que inspirava alegrava-me e essa alegria despertava as borboletas da barriga. Estávamos à porta, a sair do café, quando o vi lá fora, muito quieto a olhar para mim. Parei a olhá-lo também. Ele estava diferente. O seu olhar e a sua postura evidenciavam decisão, como se estivesse prestes a revelar algo. Os outros passaram, cumprimentaram-no e foram embora. A Soraia, porém, demorou-se um pouco mais e ficou à conversa com ele.
Sentámo-nos os três nas escadas da entrada do café. Relaxado, ele contava maravilhas sobre a sua viagem, de como tinha adorado e de como ainda estava fascinado. Eu olhava-o atenta e sorria quando ele me olhava. Algum tempo depois também a Soraia se despediu e restámos nós, sentados lado a lado. Ele olhava-me com uma alegria imensa e o meu coração palpitava tanto que só ouvia o seu bater e nada mais. Até que ele tocou uma madeixa do meu cabelo e me disse o que há tanto queria ouvir. Perguntei-lhe por ela, mas ele apenas fez sinal com a cabeça e eu percebi que ela agora estava no passado. Acariciou-me a face e gentilmente abraçou os meus lábios com os dele numa meiguice intensa, e eu rendi-me. Esqueci os problemas e as mágoas do passado e concentrei-me no presente. Levantámo-nos, demos as mãos e caminhámos em direcção ao centro. Entretanto amanhecera e o chilrear dos pássaros embalava o nosso caminhar. Olhei-o uma vez mais antes de enlaçar a sua cintura e proteger-me no seu braço. Nunca antes eu me lembrara de me sentir tão bem. Era feliz no seu abraço e nada mais importava. Encontrara o meu conforto. O meu sorriso. Passámos o centro e ele levou-me para a sua casa.

12 de Abril de 2007

domingo, julho 08, 2007

Sobre Relacionamentos

"Se o nosso entendimento se basear apenas na razão, surge o isolamento, o orgulho e a falta de amor, e se basearmos o nosso entendimento meramente na emoção, então ele não terá profundidade; haverá apenas um sentimentalismo que logo evapora, sem nada de amor."

Krishnamurti

sábado, junho 09, 2007

Pranto demente

O som da aparelhagem entorpece os sentidos. Não ouço nada mais senão a música em mim. Os carros lá em baixo transitam em mudez e as pessoas só movem os lábios. A brisa que é suave, a pele sente. As unhas nos braços, nem as sei. Há uma sensibilidade desconforme em mim. O céu exige o meu voo, a varanda empurra-me, o corrimão segura-me. Não estou em mim. Mas existe um mergulho que me afoga. E não vejo a superfície, os meus olhos cerram quando olho para cima. O que é profundo agarra os meus tornozelos e há uma força que me atrai e uma fraqueza que leva o meu olhar para o fundo. Desço. Em mim e por mim permito-me escorregar. Despida e descalça palmilho o pensamento. Espeto os pés nos vidros estilhaçados e firo a carne nos espinhos que se projectam das paredes da memória. Há sangue e as batidas aceleradas do coração. Há lágrimas desamparadas que nascem ininterruptamente. E surge, de novo, a vontade de ferir, de me ferir, de marcar, de fazer história no meu corpo. Porque há necessidade de perpetuar o momento. Há necessidade de relembrar que o pranto existe e apavora e me guia em pensamentos débeis. E o mais sério é o prazer que retiro desse estilhaçar do ser.

domingo, maio 27, 2007