domingo, agosto 12, 2007

Simbiose

Todo um misto de euforia, prazer e desejo que acaba lenta e calmamente em mais uma conversa que se prolonga nas horas, num longo momento de troca de pensamentos que nos transportam ao transcendente do comum, ao império da racionalidade, da compreensão, da consciência. E é por esse processo de libertação que se anseia, por esse momento de exploração do ser.

21 de Maio de 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

Livro do Desassossego

"A única atitude digna de um homem superior é o persisitir tenaz de uma actividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que se sabe estéril, e o uso fixo de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente ser nula."

Bernardo Soares

domingo, agosto 05, 2007

Conclusões III

(...) Quero deixar de pensar no leitor. Há muito que deixei de escrever para mim. E isso magoa. Quero que volte a ser como antes. Mesmo que não goste de ler as minhas palavras depois. Pelo menos sentir-me-ei bem em escrevê-las. (...)
03.04.07

(...) Agora sei que escrevo com o intuito de ser lida. (...) E estou, actualmente, impedida de escrever como o fazia quando ainda não tinha (tanta) consciência do desejo de ser lida nem a vaidade se tinha apoderado de mim. (...)
05.07.06

Há coisas que não são para ler, são apenas para escrever.
20.07.07

sexta-feira, agosto 03, 2007

Descontração

Enquanto mergulhava os pés na piscina, uma andorinha sobrevoava a água em voos rápidos como se desafiasse algo ou alguém. O sol brilhava lá no alto do céu e Norah Jones fazia-se ouvir na aparelhagem atrás de mim. O dia estava magnífico e eu ansiava por um bloco e uma caneta para o poder descrever. Mas não me apetecia pensar demasiado. O meu verdadeiro desejo consistia em apreciar o momento. Fechar os olhos, lançar a face ao céu, agitar as pernas na água fresca e respirar.
Inspiro, expiro… inspiro, expiro… até sentir cada centímetro de pele no meu corpo, inspiro, expiro… até ser sensível ao som do passeio das formigas na relva, inspiro, expiro… até transcender não sei bem o quê. Simplesmente ser e sentir, na borda daquela piscina, com aquela andorinha a sobrevoar os meus pensamentos e Norah Jones para os embalar.

quarta-feira, julho 25, 2007

Horas (de pânico) antes

Nunca julguei que pudesse sentir verdadeiramente a sensação de um pesadelo na "vida real", principalmente quando se sonhou o pesadelo.


EDIT: post escusado. Se bem que haveria muito a dizer sobre este tema. Dadas as circunstâncias não o abordarei. Pelo menos para breve. (03.08.07)

quarta-feira, julho 18, 2007

Um sonho

Há uma semana não o via. Ele estava para fora e eu não sabia exactamente quando o tornaria a ver. Simplesmente esperava que ele chegasse de viagem e quisesse saber de mim e estar comigo.
Apenas uma semana se havia passado e a mim parecia-me muito mais. Até aquela altura nunca tinha estado mais que dois, três dias longe da sua presença. E custava-me tanto não poder estar com ele. Desde o início daquela época, essa semana foi a pior que passei naquele lugar. Ele fazia-me falta e só me apercebi do quanto naquela semana.

Ele voltou. Era noite e estávamos no café, como de costume. Era Verão e a janela atrás da nossa mesa estava aberta. Senti que a noite estava diferente. Não sabia porquê, mas o ar que inspirava alegrava-me e essa alegria despertava as borboletas da barriga. Estávamos à porta, a sair do café, quando o vi lá fora, muito quieto a olhar para mim. Parei a olhá-lo também. Ele estava diferente. O seu olhar e a sua postura evidenciavam decisão, como se estivesse prestes a revelar algo. Os outros passaram, cumprimentaram-no e foram embora. A Soraia, porém, demorou-se um pouco mais e ficou à conversa com ele.
Sentámo-nos os três nas escadas da entrada do café. Relaxado, ele contava maravilhas sobre a sua viagem, de como tinha adorado e de como ainda estava fascinado. Eu olhava-o atenta e sorria quando ele me olhava. Algum tempo depois também a Soraia se despediu e restámos nós, sentados lado a lado. Ele olhava-me com uma alegria imensa e o meu coração palpitava tanto que só ouvia o seu bater e nada mais. Até que ele tocou uma madeixa do meu cabelo e me disse o que há tanto queria ouvir. Perguntei-lhe por ela, mas ele apenas fez sinal com a cabeça e eu percebi que ela agora estava no passado. Acariciou-me a face e gentilmente abraçou os meus lábios com os dele numa meiguice intensa, e eu rendi-me. Esqueci os problemas e as mágoas do passado e concentrei-me no presente. Levantámo-nos, demos as mãos e caminhámos em direcção ao centro. Entretanto amanhecera e o chilrear dos pássaros embalava o nosso caminhar. Olhei-o uma vez mais antes de enlaçar a sua cintura e proteger-me no seu braço. Nunca antes eu me lembrara de me sentir tão bem. Era feliz no seu abraço e nada mais importava. Encontrara o meu conforto. O meu sorriso. Passámos o centro e ele levou-me para a sua casa.

12 de Abril de 2007

domingo, julho 08, 2007

Sobre Relacionamentos

"Se o nosso entendimento se basear apenas na razão, surge o isolamento, o orgulho e a falta de amor, e se basearmos o nosso entendimento meramente na emoção, então ele não terá profundidade; haverá apenas um sentimentalismo que logo evapora, sem nada de amor."

Krishnamurti

sábado, junho 09, 2007

Pranto demente

O som da aparelhagem entorpece os sentidos. Não ouço nada mais senão a música em mim. Os carros lá em baixo transitam em mudez e as pessoas só movem os lábios. A brisa que é suave, a pele sente. As unhas nos braços, nem as sei. Há uma sensibilidade desconforme em mim. O céu exige o meu voo, a varanda empurra-me, o corrimão segura-me. Não estou em mim. Mas existe um mergulho que me afoga. E não vejo a superfície, os meus olhos cerram quando olho para cima. O que é profundo agarra os meus tornozelos e há uma força que me atrai e uma fraqueza que leva o meu olhar para o fundo. Desço. Em mim e por mim permito-me escorregar. Despida e descalça palmilho o pensamento. Espeto os pés nos vidros estilhaçados e firo a carne nos espinhos que se projectam das paredes da memória. Há sangue e as batidas aceleradas do coração. Há lágrimas desamparadas que nascem ininterruptamente. E surge, de novo, a vontade de ferir, de me ferir, de marcar, de fazer história no meu corpo. Porque há necessidade de perpetuar o momento. Há necessidade de relembrar que o pranto existe e apavora e me guia em pensamentos débeis. E o mais sério é o prazer que retiro desse estilhaçar do ser.

domingo, maio 27, 2007

domingo, maio 20, 2007

What's the point?...

E se eu amanhã cortasse o cabelo, pintasse as unhas e usasse saltos altos? E se eu adoptasse outro nome, falasse com sotaque e tivesse outro porta-moedas? Mudava alguma coisa? Seria eu diferente daqui a dois, três, seis meses porque o meu invólucro se modificou? Em que é que isso me ajudaria? A mim!... ao que interessa, portanto.


...

domingo, maio 06, 2007

Conforto de um abraço

Preciso largar-me nos braços de um abraço. Preciso entregar-me indefinidamente nuns braços que me abracem com força e carinho. Preciso tanto desse carinho que um esmagar do corpo oferece. Preciso desfalecer e perder-me nos braços de um abraço, sem pensar no seu fim. Preciso de um abraço só para mim. Dado, oferecido, entregue... Um abraço sem resposta, um abraço sem pedidos, um abraço simples e forte, um abraço apenas. Porque em mim há um vazio e uma dor que imploram pelo conforto de um abraço que me proteja e me afaste de mim.

...because I "can´t get away from the burning inside"...

sábado, abril 21, 2007

(cont.)

Alguma vez sentem que os vossos títulos são melhores que os vossos textos? Hoje pensei que ia escrever um texto, começando pelo título pela primeira vez. Não consegui. O pensamento fugiu para outro tema. E há necessidade em controlá-lo, contudo há também uma força gritante para o deixar fluir.



Necessidade de encontrar um tema que me faça escrever, escrever, escrever...

Não ser, sendo

São os meus dentes. E a minha vontade de morder. Não me apaziguam. Revelam o que eu quero esconder e por isso me envergonho quando não resisto. Envergonho-me porque não quero ser quem afinal sou por julgar que os outros vão desgostar e julgar despropositado ou até mesmo incoerente.
Nos meus dentes está depositada grande parte da minha raiva e por isso mordo, com toda a força, com toda a convicção, com toda a mágoa e desejo. Gosto quando os dentes espetam a carne e ferem e sabem ferir. Sabe-lhes bem e eu não os controlo, por isso tenho a boca e os lábios cortados, marco os dedos, as mãos e os braços e doem-me os maxilares.
Existe tensão, existem conversas inexistentes, existe mágoa, existe uma mente saturada e um coração ignorado. Existe necessidade de explosão. Mas não expludo, então ranjo, mordo e sorrio.

[Incompleto?]

domingo, abril 08, 2007

Sem título

Já não sou a menina que há poucos anos era. A capa que me cobre é mais espessa e pesada e por isso já não danço tanto. Agora tenho vergonha, agora já não quero ser o meu interior porque ele está lá em baixo e é difícil chegar-lhe. Então não danço e, por isso, não sou tão bela como outrora.
Já não sou a menina que escrevia com o coração, a menina que não tinha medo de usar as palavras, a menina que não tinha medo pintar os textos de emoções. Já não sou leve, nem espontânea. Agora escolho as palavras tão zelosamente que magoa a cabeça e aperta ainda mais o coração. Hoje já não escrevo, passeio no dicionário. Hoje já não escrevo, contemplo a folha. Hoje já não escrevo, adormeço com os olhos molhados.
Tanto lutei para escrever de cabeça que barrei passagem à fonte de toda a escrita. Tanto quis escrever "bonito" que perdi por completo a noção do que isso era. Tanto quis ser escritora que acabei por ter as folhas em branco e a caneta a transbordar de tinta. E dói. Mutilei-me na ânsia de me melhorar. Amputei o que era necessário por julgar dispensável e até incomodativo. E agora encontro-me nesta posição de querer fazer e já não saber como.

"Ele tinha muita razão quando disse: 'Podias ser mais criativa se não ligasses tanto aos outros. Precisas de reescrever uma frase 1001 vezes.' E por isso o meu processo de escrita centra-se mais num passo do que nos outros: paragem."

quinta-feira, abril 05, 2007

Desafio do 7 (recebido de Hasta Siempre... por ti!)

7 coisas que faço bem
  • dormir: predilecção da minha vida;
  • acordar com sono: desde que me lembro, por muito ou pouco que durma tanto faz que a vontade de pôr a pé é sempre mínima;
  • escrever sms: quem sempre teve o tarifário Pako aprende a dizer tudo o que quer em 160 caracteres de forma perceptível (não se entenda que é uma coisa que eu faço muito porque não é verdade);
  • ver televisão: consigo ficar uma tarde inteira a devorar séries e filmes sem me aperceber que entretanto o mundo lá fora se transforma (dia passa a noite e assim);
  • esquecer: de todo o tipo de tarefas (importantes ou mesquinhas) e objectos;
  • deixar as coisas a meio: em praticamente tudo! (o que diz no meu signo? está errado!);
  • guardar talões: desde que entrei na Universidade guardo os talões de absolutamente tudo! (vá-se lá saber porquê).
7 coisas que não faço ou não sei fazer
  • andar de patins: não tenho nem nunca tive e só andei uma ou duas vezes, gostei, mas não eram meus;
  • atirar lixo para o chão: que porcalhice! (olho com desdém e estupefacção quem o faz);
  • matar insectos: não consigo, não tenho coragem e faz-me impressão, e quando, eventualmente, o faço é só em caso muito extremo ou sem querer;
  • acender a lareira: eu juro que já tentei, mas aquilo apaga-se sempre;
  • pôr a roupa a lavar na máquina: o mais difícil é separar a roupa branca da de côr (parece fácil, mas não é!), já o fiz algumas vezes, mas penso sempre que estou a fazê-lo da maneira errada;
  • desligar-me dos pormenores: sublinhar textos, fazer resumos, sintetizar qualquer conversa ou história, etc. é difícil porque me custa omitir os pormenores;
  • representar: dor da minha vida, adoro, mas há que ser realista (talvez no futuro).
7 coisas que me atraem no sexo oposto
  • Olhos: grandes, não interessa a côr, de pestanas compridas, expressivos, observadores, atentos, com um misto de meiguice e confiança;
  • Sorriso: aberto, alegre, simpático, sincero (um bom sorriso conta mais que muito);
  • Mãos: médias, de dedos esguios, mas com personalidade, jovens, ágeis, intitulo-as "mãos de artista" por serem o oposto das "mãos de trabalhador", fortes, calejadas, ásperas (sem qualquer insulto implícito);
  • Inteligência: o conhecimento é bom afrodisíaco;
  • Auto-confiança: deve ser por isso que os "brutos" têm o seu encanto;
  • Maturidade: e aqui incluo a compreensão;
  • Sentido de humor: adoro brincar e dizer parvoíces e a "carrancudice" não vibra a essa frequência.
7 coisas que digo diariamente
  • Merci;
  • Esqueci-me;
  • Já vou;
  • O que é o comer? (sim, eu digo "comer" em vez de "comida" :S);
  • Espera aí;
  • Olá;
  • Tipo (muitos de nós usamos o "tipo" como bengala a conversar).
7 actrizes/actores
  • Anthony Hopkins (qualquer um);
  • Jude Law (Alfie e as Mulheres, Cold Mountain, Closer, A.I., ...);
  • Jonhnny Depp (Charlie e a Fábrica de Chocolates, Donnie Brasco, A Janela Secreta, ...);
  • Keanu Reeves (Matrix, Dom, Constantine, Advogado do Diabo,...);
  • Ewan McGregor (Trainspotting, Moulin Rouge, A Ilha, ...);
  • Natalie Portman (Closer, A Guerra das Estrelas, ...);
  • Milla Jovovich (Joana D'Arc, Quinto Elemento, ...).
7 pessoas que desafio a fazer o mesmo
  • Gato (http://blogdogatopreto.blogspot.com);
  • Pintelho (http://diariodeumpintelho.blogspot.com);
  • Psychotic (http://sensibilidadesplausiveis.blogspot.com);
  • Ciro (http://ciromiranda.com.sapo.pt);
  • Eremita (http://eremitta.blogspot.com);
  • Perséfone (http://astheneia.blogspot.com);
  • Miguel (http://hauntedhome.blogspot.com).

quarta-feira, abril 04, 2007

Covarde

Irrita-me não ter coragem. Irrita-me ter 18 anos e saber-me tão novinha, tão inexperiente, tão insegura, tão receosa.

30.09.06

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Razões de desconfiança

A principal razão pela qual não confio totalmente nas pessoas é porque estas são normalmente levadas por tendências. Dizem o que normalmente se diz e gostam do que normalmente se gosta, na altura normalmente mais apropriada, do modo como todos os outros julgam ser mais adequado. As pessoas não dizem o que verdadeiramente pensam nem sentem o que verdadeiramente sentem que já nem sabem o que isso é. E quando ousam pensar e sentir por elas próprias em vez de por um colectivo ou são abafadas pelos que ainda temem ser verdadeiros, tornando-se alvo de injúrias e olhares dissimulados, ou fracassam numa tentativa frouxa de se dizer e sentir o que se quer.
Somos tantas vezes bonitos, fofos, o máximo, fixes, 5 estrelas, as pessoas mais amigas e espectaculares que alguma vez conheceram... Somos? Que dizem eles? Ouvem-se, leêm-se? Nem sabem o peso das suas palavras... As palavras querem-se sinceras e respeitadas!
Por acaso sabem que sou irónica, por vezes precipitando-me no sarcasmo? que por detrás desta voz aguda e ameninada também existem palavras rudes, cuja missão é atingir-vos. Sabem que quando realmente desejo algo não me consigo impedir de ignorar as vossas necessidades, preenchendo-me de egoísmo e egocentrismo e focando toda a minha atenção no alvo desejado?
Que é feito das menções aos defeitos quando se comenta uma pessoa na sua totalidade? Eu tenho defeitos. Todos têm defeitos. E quantas vezes não gostariamos ou precisariamos que nos dissessem directamente para que nos pudessemos emendar. Quantas vezes não prefeririamos palavras azedas e expressões de desgosto, ao invés de sorrisos amarelos e atitudes dissonantes com as palavras amáveis que com tão pouco empenho nos dirigem e que, logo, denunciam a existência de conversas ocultas.
Eu sei que erro. Todos erramos! E por isso são precisas discussões. Discussões francas, onde demonstremos respeito e apreço pelo outro e onde as nossas palavras sejam bisturis que abrem mas curam e não balas que furam e matam. Eu voto pela sinceridade e pela delicadeza também. Que é possível conjugá-las sem ser necessário sucumbirmos a tendências ou estereótipos.

E depois disto lerem, pensarão se eu própria sou assim. Para os que se perguntarem, eu respondo que não. E ao longo do texto vim a confessar-me. Escrevo sobre um ideal. Escrevo sobre os outros e sobre quem gostaria de ser. Eu, mais que muitas pessoas e como tantas outras, sofro do mal de não conseguir ser directa com receio de ser desgostada. Confesso ainda que quando o sou nem sempre alio a delicadeza às minhas críticas, tornando-me grosseira.
Preciso mudar, preciso melhorar. E aos poucos consigo. Muito lentamente, muito a modo e muito receosa, mas conseguirei tornar-me nem que seja numa ínfima parte do que tanto almejo. E para tal preciso saber, conhecer-me. O mundo da ignorância e do facilitismo nada de novo me traz. E bem sei que há quem me desgoste, com razão ou sem razão nem é chamado à questão, mas quão bom seria que se expressassem. Julgo que é pior não saber do que saber mesmo que isso implique dor. É que, na verdade, a dor desperta-nos e isso é um óptimo passo para a mudança.
Mudança. Progresso. Basta de viver presa ao passado.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Tudo o que faço ou medito...

Um poema...
daqueles que memorizamos de tantas vezes o lermos
daqueles em que choramos ao ler o primeiro verso.

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa